Publicado em 14 de maio de 2026 às 17:15
Nesta quinta-feira (14),o governo de Cuba afirmou que está “disposto a ouvir” a proposta de ajuda humanitária de US$ 100 milhões apresentada pelos Estados Unidos, mas disse que ainda aguarda detalhes sobre como os recursos seriam aplicados.>
A oferta de Washington prevê a entrega de “assistência direta ao povo cubano”, com distribuição coordenada pela Igreja Católica e outras organizações humanitárias consideradas independentes e de confiança.>
Segundo o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, ainda não está claro se a ajuda será em dinheiro ou em bens essenciais, nem se atenderá às necessidades mais urgentes do país, como alimentos, medicamentos e combustível.>
Em publicação nas redes sociais, o chanceler cubano afirmou que o país observa com cautela a proposta, destacando o que chamou de contradição entre a oferta de ajuda e as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos. Ainda assim, ele afirmou que Cuba não costuma rejeitar cooperação internacional quando ela é oferecida de boa-fé.>
Na véspera, o Departamento de Estado dos EUA reiterou a proposta e afirmou que o governo cubano estaria dificultando a entrega da ajuda. Washington defende que os recursos sejam distribuídos diretamente à população, sem intermediação estatal.>
Rodríguez, que anteriormente havia classificado a proposta como “fábula”, afirmou que Cuba não se opõe à atuação da Igreja Católica no processo, mas pediu que qualquer iniciativa seja livre de interesses políticos ou tentativas de influência sobre a crise interna do país.>
A relação entre os dois países segue marcada por tensões históricas. Desde o início do ano, os Estados Unidos intensificaram a pressão econômica sobre Havana, com novas restrições e manutenção do embargo comercial, enquanto também fizeram ameaças relacionadas ao cenário político na ilha.>
Ao mesmo tempo, Cuba enfrenta uma crise energética crescente, com apagões frequentes e prolongados. O governo reconhece dificuldades no fornecimento de combustível e energia, o que tem afetado a rotina da população e gerado protestos pontuais.>
Em meio ao cenário, o governo cubano afirma que a solução mais efetiva para aliviar a crise seria a redução das sanções impostas pelos Estados Unidos, que, segundo Havana, agravam a situação econômica e energética do país.>