Defensoria processa quatro emissoras de TV e pede indenização para mãe que teve filhos mortos em Goiás

Instituição pede que as empresas sejam condenadas ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, valor que seria destinado a Sarah Araújo e ao Estado de Goiás

Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 16:51

Instituição pede que as empresas sejam condenadas ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, valor que seria destinado a Sarah Araújo e ao Estado de Goiás.
Instituição pede que as empresas sejam condenadas ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, valor que seria destinado a Sarah Araújo e ao Estado de Goiás. Crédito: Reprodução

A Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) entrou com uma ação civil pública contra as emissoras TV Globo, CNN Brasil, Record TV e SBT. A instituição pede que as empresas sejam condenadas ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, valor que seria destinado a Sarah Araújo e ao Estado de Goiás.

Segundo a Defensoria, a cobertura do caso teria ultrapassado os limites do direito à informação e contribuído para a disseminação de ataques e ofensas nas redes sociais, configurando um suposto “linchamento virtual” contra Sarah.

Ela é mãe das duas crianças que morreram em Itumbiara, em Goiás, há menos de duas semanas. Conforme as investigações, o ex-marido dela, Thales Machado, é apontado como autor dos disparos contra os filhos e, posteriormente, teria tirado a própria vida. O episódio é tratado pela polícia como duplo homicídio seguido de suicídio.

Na ação, a DPE-GO sustenta que a exposição da mãe e a forma como o caso foi noticiado teriam provocado danos à sua honra e imagem. Caberá agora ao Poder Judiciário analisar os argumentos apresentados, avaliar se houve excesso na cobertura jornalística e decidir sobre eventual responsabilidade civil das emissoras.