Defesa de Deolane aciona STJ para tentar derrubar prisão preventiva

Influenciadora está presa desde o dia 21 em operação que apura lavagem de dinheiro ligada ao PCC; advogados contestam legalidade da detenção.

Publicado em 27 de maio de 2026 às 16:16

Influenciadora está presa desde o dia 21 em operação que apura lavagem de dinheiro ligada ao PCC; advogados contestam legalidade da detenção.
Influenciadora está presa desde o dia 21 em operação que apura lavagem de dinheiro ligada ao PCC; advogados contestam legalidade da detenção. Crédito: Reprodução

Nesta quarta-feira (27), a defesa da influenciadora Deolane Bezerra acionou o Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar revogar a prisão preventiva decretada contra ela durante uma operação que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Deolane foi presa na última quinta-feira (21) em uma ação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo. A investigação apura a atuação de um possível esquema financeiro irregular envolvendo movimentações suspeitas e ocultação de valores.

No pedido encaminhado ao STJ, os advogados afirmam que a prisão não atende aos requisitos legais exigidos para a manutenção da medida. A defesa sustenta que não há elementos concretos que indiquem risco à ordem pública ou interferência nas investigações.

Os defensores também alegam que a decisão judicial teria se baseado em argumentos genéricos, sem individualizar a conduta atribuída à influenciadora nem apresentar fatos recentes que justifiquem a prisão preventiva.

Como alternativa, a defesa pede a substituição da prisão por medidas cautelares, como retenção de passaporte, proibição de contato com outros investigados e restrição de deslocamento. Também é citada a possibilidade de prisão domiciliar, com o argumento de que Deolane é mãe de uma criança de 9 anos e seria responsável pelos cuidados dela.

Inicialmente, a presidência do STJ entendeu que o habeas corpus não poderia ser analisado naquele momento, já que o caso ainda não havia sido concluído no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), instância anterior responsável pela análise do pedido de liberdade.

Com isso, a defesa apresentou recurso contra a decisão e pediu nova análise do caso. O processo agora aguarda manifestação do Ministério Público para seguir na tramitação.