Defesa de Vorcaro recorre ao STF para revogar prisão preventiva após quase um ano de restrições

Com investigações paralisadas e sem denúncia formalizada, advogados do banqueiro argumentam que os motivos que justificavam a detenção perderam a validade.

Publicado em 18 de setembro de 2026 às 09:04

Defesa de Vorcaro recorre ao STF para revogar prisão preventiva após quase um ano de restrições
Defesa de Vorcaro recorre ao STF para revogar prisão preventiva após quase um ano de restrições Crédito: Reprodução

Quase um ano após o início das restrições de liberdade somando períodos de prisão domiciliar e preventiva, a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro protocolou um novo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a sua situação jurídica. O documento foi endereçado diretamente ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, em virtude de um impasse atual sobre quem será o relator definitivo do caso.

Para os advogados do empresário, o cenário que motivou a prisão no primeiro semestre de 2026 mudou completamente. Eles sustentam que os fundamentos centrais usados pelas autoridades para decretar a medida cautelar como um suposto risco de interferência nas investigações e a existência de uma estrutura paralela de intimidação não se sustentam mais.

Segundo a defesa, os episódios citados pela Polícia Federal antecedem a deflagração da Operação Compliance Zero e, desde que o banqueiro foi detido, transcorreram meses sem qualquer indício de novos atos semelhantes.

Outro ponto forte levantado pela equipe jurídica é a ausência de uma denúncia formal até o momento, mesmo após meses de investigações que acabaram sendo divididas em vários inquéritos paralelos. Os advogados também pontuam que o bloqueio universal de contas pessoais e empresariais paralisou por completo as atividades das empresas ligadas a Vorcaro.

O recurso foi direcionado à presidência do STF justamente porque o andamento das apurações do caso Banco Master atravessa um momento de indefinição sobre competências e relatorias, com julgamentos suspensos na Corte.

A defesa argumenta que, embora os procedimentos investigativos estejam travados por questões burocráticas e impasses internos, o direito à liberdade não pode ficar congelado por tempo indeterminado. Por isso, cobram que a prisão seja relaxada ou substituída por medidas cautelares alternativas, como já ocorreu em outros processos recentes analisados pelo próprio tribunal.