Delegada recém-nomeada é presa em operação que apura ligação com o PCC em São Paulo

Ministério Público investiga suspeita de atuação irregular como advogada, vínculo com integrantes de facção criminosa e lavagem de dinheiro.

Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 09:35

Delegada recém-nomeada é presa em operação que apura ligação com o PCC em São Paulo
Delegada recém-nomeada é presa em operação que apura ligação com o PCC em São Paulo Crédito: Reprodução/Redes sociais

Uma operação do Ministério Público de São Paulo resultou, nesta sexta-feira (16), na prisão de uma delegada recém-empossada suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação também atingiu o companheiro da investigada e cumpriu mandados em diferentes cidades do país.

De acordo com as apurações, Layla Lima Ayub, que assumiu o cargo no fim do ano passado, é suspeita de manter relações pessoais e profissionais com membros da facção criminosa. As investigações indicam que ela teria atuado de forma irregular como advogada, inclusive participando de audiências de custódia para defender presos ligados a organizações criminosas, mesmo após tomar posse como delegada.

A prisão foi decretada a pedido do Ministério Público, que apontou indícios dos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Além de Layla, também foi detido o namorado dela, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel, apontado por autoridades da Região Norte como integrante do PCC e suspeito de chefiar esquemas de tráfico de drogas e armas em Roraima.

Layla foi empossada oficialmente no dia 19 de dezembro, durante cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Registros divulgados nas redes sociais mostram que ela esteve acompanhada do companheiro no evento, o que, segundo investigadores, reforçou suspeitas levantadas ao longo da apuração.

Além das prisões temporárias, a Justiça autorizou o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão em endereços localizados em São Paulo e no município de Marabá, no Pará. Um dos locais vistoriados foi a Academia da Polícia Civil, no bairro do Butantã, na zona oeste da capital paulista, onde a delegada mantinha um armário funcional.

Até o momento, a defesa de Layla Lima Ayub não foi localizada para comentar o caso. As investigações seguem em andamento para aprofundar a análise das conexões financeiras e operacionais dos suspeitos e apurar a extensão do possível envolvimento com a facção criminosa.