Publicado em 10 de setembro de 2026 às 08:22
A produção da cinebiografia "Dark Horse", inspirada no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), entrou na mira de uma investigação de grande porte da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (10). Batizada de Operação Make Up e realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União, a ação colocou o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a produtora Karina Gama no centro de apurações sobre supostos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e desvio de verbas públicas.>
Ao todo, 49 mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, e estão sendo cumpridos no Distrito Federal, em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Ceará.>
As suspeitas da polícia giram em torno de uma rede organizada de agentes públicos e privados que supostamente utilizava uma organização da sociedade civil para canalizar emendas parlamentares. Os recursos públicos eram, então, repassados a empresas subcontratadas de fachada, sem comprovação de que os serviços haviam sido efetivamente realizados.>
Levantamentos financeiros apontam uma movimentação impressionante de centenas de milhões de reais entre as empresas que compõem o esquema investigado.>
O envolvimento do deputado Mario Frias que atuou como secretário de Cultura durante a gestão Bolsonaro e assina como produtor do longa já vinha sendo monitorado pela Justiça. Em março, o ministro Flávio Dino exigiu que o parlamentar explicasse o destino de uma emenda de dois milhões de reais repassada ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada diretamente à produtora do filme.>
Embora Frias tenha negado qualquer irregularidade em sua defesa enviada ao STF em maio, afirmando que o dinheiro teve um propósito estritamente social, o financiamento da produção cinematográfica segue sob escrutínio rigoroso em dois inquéritos separados na Suprema Corte, sob a batuta de Dino e do ministro André Mendonça.>