Publicado em 9 de outubro de 2026 às 12:20
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nesta sexta-feira (9) trechos de um relatório de segurança que reúne milhares de mensagens publicadas na internet com ameaças de agressões físicas e assassinato contra integrantes da Corte. O material foi compartilhado pelo magistrado em seu perfil oficial no Instagram.>
Segundo informações da Agência Brasil, o documento foi produzido pela própria área de segurança do Supremo e registra manifestações de violência direcionadas a ministros do tribunal. Uma das mensagens divulgadas afirma que Dino seria o “primeiro a ser fuzilado”, em referência a decisões relacionadas ao acesso a armas.>
O relatório também reúne publicações com ameaças contra outros integrantes do STF. Parte das mensagens menciona agressões extremas e incitação a ataques contra o tribunal. Os nomes dos autores foram ocultados nas imagens divulgadas pelo ministro.>
Dino critica disseminação de mentiras>
Ao comentar o conteúdo, Flávio Dino relacionou as ameaças à disseminação de informações falsas e ao discurso de ódio nas redes sociais. O ministro afirmou que divergências sobre decisões judiciais devem ser resolvidas pelos meios legais, sem intimidação ou incentivo à violência.>
Dino também declarou que não pretende mudar sua atuação profissional por causa das ameaças. Para o magistrado, o receio de sofrer perseguições não pode impedir juízes de exercer suas funções.>
Relatório aponta ameaças nas redes sociais>
De acordo com informações publicadas, o levantamento da Secretaria de Polícia Judicial do STF identificou mensagens com ameaças de fuzilamento, enforcamento, esquartejamento e explosões contra ministros. Parte das publicações teria sido feita após o primeiro turno das eleições, realizado no domingo (4).>
O relatório completo não foi divulgado publicamente por razões de segurança. Até o momento, as informações apresentadas não permitem afirmar que todos os autores das mensagens tenham sido identificados ou responsabilizados.>
O caso evidencia a preocupação com a segurança de integrantes do Judiciário e com a circulação de conteúdos que ultrapassam a crítica política e passam a incentivar atos de violência. Não foram divulgados detalhes sobre eventuais medidas investigativas ou de proteção relacionadas a cada ameaça.>
Texto por Pedro Moraes.>