Diretor da PF alerta STF sobre riscos em apuração de fraude bilionária

A segunda fase da operação foi deflagrada nesta quarta-feira (14)

Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 19:17

Influenciadores dizem ter recebido proposta para defender o Banco Master e difamar o BC.
Influenciadores dizem ter recebido proposta para defender o Banco Master e difamar o BC. Crédito: Banco Master

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, solicitou ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), a revisão da decisão que determinou o lacre e o armazenamento, na própria Corte, dos bens apreendidos na segunda fase da operação Compliance Zero. Segundo a PF, a medida pode comprometer o andamento das investigações sobre suspeitas de fraude financeira envolvendo o banco Master.

No pedido, Rodrigues argumenta que a restrição impede o início imediato dos trabalhos periciais, especialmente a análise e extração de dados de dispositivos eletrônicos, como telefones celulares e equipamentos de informática. Para a Polícia Federal, o atraso nesse processo pode gerar prejuízos irreversíveis à apuração. Até o momento, não há registro de resposta do ministro ao pedido.

A segunda fase da operação foi deflagrada nesta quarta-feira (14), com o cumprimento de 40 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram em endereços de investigados, incluindo o proprietário do banco Master, Daniel Vorcaro, além de familiares, como parte do aprofundamento das investigações conduzidas pela PF.