Discussão em festa de debutante termina com empresário morto a tiros na Zona Norte do Rio

Uma sargento da Marinha foi detida após usar a pistola do marido, que é policial militar, para efetuar disparos no meio de uma briga.

Publicado em 26 de maio de 2026 às 11:32

Discussão em festa de debutante termina com empresário morto a tiros na Zona Norte do Rio
Discussão em festa de debutante termina com empresário morto a tiros na Zona Norte do Rio Crédito: Reprodução/Redes sociais

O que deveria ser uma noite de celebração e alegria virou um cenário de horror neste domingo (24), no bairro de Campinho, na Zona Norte carioca. Um desentendimento durante uma festa de 15 anos terminou com a morte do empresário Davidson Vasconcellos de Matteo Silva, de 37 anos, atingido por um tiro na cabeça. A principal suspeita do crime é Tayana Rangel Cardeal, sargento da Marinha do Brasil, que foi presa em flagrante logo após o episódio.

A confusão começou a ganhar contornos trágicos quando uma discussão se inflamou no meio do evento. Segundo os relatos de quem estava presente, Tayana teria saído do salão e ido até o veículo de seu companheiro, um policial militar lotado no 3º BPM (Méier), de onde pegou a arma de fogo dele.

Ao perceber o perigo iminente, Davidson, conhecido por seu jeito calmo e pacificador, tentou intervir para apartar a briga e evitar o pior. Foi nesse momento de tumulto que o empresário do ramo automotivo acabou sendo baleado. Ele não resistiu ao ferimento e faleceu no próprio local, diante de sua esposa e de suas duas filhas, que testemunharam toda a ação.

A Polícia Militar foi acionada imediatamente, isolando o espaço para o trabalho dos peritos. A pistola utilizada no homicídio foi recolhida e todos os envolvidos foram levados para prestar esclarecimentos. Enquanto o marido da sargento foi liberado após depor, Tayana permaneceu presa e foi autuada por homicídio simples.

O caso agora está nas mãos da Delegacia de Homicídios da Capital. Além do inquérito conduzido pela Polícia Civil, a Polícia Militar garantiu que vai abrir uma apuração interna para entender a conduta e as circunstâncias que envolvem o armamento do policial. A Marinha do Brasil também se pronunciou, afirmando que acompanha de perto as investigações, que colabora com a Justiça e que repudia qualquer comportamento que fira a ética e os valores da instituição.

A acusada aguarda os próximos passos do judiciário na Central de Audiência de Custódia da Comarca da Capital, com sessão marcada para o início da tarde desta terça-feira (26). O processo segue em fase de levantamento de provas e o espaço permanece aberto para as manifestações da defesa da militar.