Discussão termina em morte dentro de condomínio e polícia caça morador com histórico violento

Funcionário da manutenção foi atacado no peito após desentendimento com morador que acumula mais de 30 boletins de ocorrência e fugiu para área de mata.

Publicado em 25 de junho de 2026 às 11:12

Discussão termina em morte dentro de condomínio e polícia caça morador com histórico violento
Discussão termina em morte dentro de condomínio e polícia caça morador com histórico violento Crédito: Reprodução/Redes sociais

O clima de tranquilidade no Residencial Conjunto Tocantins, localizado no bairro Chapada, em Manaus, foi quebrado por um crime brutal na manhã desta quarta-feira (24). O prestador de serviços de manutenção Rafael Souza Santos, de 35 anos, carinhosamente chamado de "Cajuzinho", perdeu a vida após ser esfaqueado no peito durante uma discussão.

O autor do golpe, identificado como Eduardo Henrique Nobre Klem, de 54 anos, é um morador do próprio condomínio que já acumulava dezenas de queixas por comportamento agressivo. Ele conseguiu fugir logo após o ataque e está sendo caçado pelas forças de segurança locais.

O crime aconteceu nas dependências do Bloco 14 C do residencial, que fica na avenida Constantino Nery. De acordo com os relatos colhidos no local, o desentendimento escalou rapidamente e Eduardo desferiu o golpe fatal contra Rafael, que não resistiu à gravidade do ferimento e morreu antes mesmo da chegada de qualquer socorro médico. O trabalhador deixa um filho de 10 anos.

Após a agressão, o suspeito correu em direção a uma área de mata que fica nas proximidades do condomínio, o que mobilizou um cerco policial na região ao longo de todo o dia.

A comunidade local já convivia com o medo em relação ao suspeito. A síndica e várias pessoas que residem no local confirmaram que Eduardo Henrique tem um longo histórico de ameaças e surtos de agressividade. Na polícia, constam mais de 30 Boletins de Ocorrência contra ele devido aos constantes conflitos com a vizinhança. Relatórios anteriores repassados por familiares às autoridades sugerem que o homem enfrenta possíveis problemas de saúde mental, o que tornava a convivência no espaço coletivo ainda mais tensa.

Para fechar o cerco contra o foragido e entender exatamente como tudo aconteceu, a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) assumiu o caso e recolheu as imagens das câmeras de monitoramento do condomínio. Entre os arquivos apreendidos, há um vídeo gravado pelo celular da própria síndica que registrou o exato momento do ataque.

O material audiovisual agora serve como peça chave para os investigadores localizarem o paradeiro de Eduardo e esclarecerem a dinâmica dessa tragédia que chocou a capital amazonense.