Publicado em 14 de julho de 2026 às 14:52
A Justiça de São Paulo aceitou, na tarde desta segunda-feira (13), a denúncia do Ministério Público (MP-SP) contra quatro pessoas envolvidas na morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A vítima faleceu em 13 de junho após cair de uma altura de cerca de 40 metros durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP).>
Tornaram-se réus a organizadora do evento e dona da empresa Entre Cordas (que não possuía registro oficial), Evelyne dos Santos Gonçalves, e os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves. Todos respondem por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.>
Evelyne também foi denunciada por fraude processual. Segundo as investigações, ela teria orientado que o conteúdo de uma câmera GoPro, fixada ao braço da vítima no momento do salto, fosse apagado para dificultar a elucidação dos fatos. O equipamento ainda não foi localizado pela Polícia Civil.>
A denúncia sustenta que os acusados lançaram a jovem na modalidade conhecida como “aviãozinho”, na qual a pessoa é projetada pelos instrutores, sem que a corda de segurança estivesse conectada ao seu peitoral. O Ministério Público aponta que o grupo operava sem estrutura formal de gerenciamento de riscos, sem seguros e sem observar protocolos básicos, como a dupla checagem dos equipamentos.>
Os promotores afirmam ainda que a atividade era explorada comercialmente de forma irregular, sem inscrição no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur). Conforme a acusação, os responsáveis priorizavam interesses econômicos e a divulgação dos saltos em redes sociais em detrimento da segurança dos participantes.>
Os três instrutores já estavam presos preventivamente desde a fase de inquérito. Com o recebimento da denúncia, a Justiça também converteu em preventiva a prisão de Evelyne dos Santos Gonçalves. A defesa da organizadora informou que analisará a denúncia antes de se manifestar, mas já havia declarado anteriormente que demonstraria sua inocência. As defesas dos instrutores não foram localizadas para comentar a decisão.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>