Publicado em 7 de agosto de 2026 às 17:44
Nesta semana, duas adolescentes de 14 anos denunciaram terem sido vítimas de violência sexual dentro de uma escola municipal no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. Segundo a defesa das estudantes, os abusos teriam sido cometidos por cinco alunos da mesma série em dias diferentes. Os casos são investigados pela Polícia Civil.>
De acordo com a advogada das adolescentes, uma das denúncias envolve um episódio ocorrido durante o intervalo das aulas, dentro da sala de aula. A jovem afirmou ter comunicado o ocorrido à direção da escola logo após o fato.>
Ainda segundo a defesa, a estudante não contou imediatamente à família por medo das ameaças que teria recebido. No dia seguinte, ela enviou uma mensagem pedindo ajuda à mãe, que foi até a escola e, em seguida, procurou apoio jurídico para acompanhar o caso.>
Durante o atendimento, outra aluna da mesma unidade relatou ter passado por uma situação semelhante cerca de um mês antes. As duas adolescentes registraram boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher e foram encaminhadas ao Instituto de Medicina Legal (IML) para os procedimentos periciais.>
Segundo a defesa, o Conselho Tutelar foi acionado e as estudantes deixaram de frequentar as aulas enquanto aguardam transferência para outra escola. Elas também deverão receber acompanhamento psicológico, e o caso foi comunicado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE).>
A advogada afirmou que a direção da escola foi informada sobre uma das denúncias logo após o ocorrido e criticou a condução inicial do caso. A defesa também informou que os alunos apontados como suspeitos foram suspensos.>
Em nota, a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho informou que as adolescentes estão recebendo acolhimento, assistência psicológica e jurídica, e que foi instaurado um procedimento administrativo para apurar os fatos. A gestão afirmou ainda que acompanha o caso em conjunto com o Ministério Público, o Conselho Tutelar e demais órgãos responsáveis, negando omissão por parte da escola ou da Secretaria Municipal de Educação.>
A Polícia Civil confirmou que investiga as denúncias e informou que o procedimento tramita sob sigilo por envolver menores de idade. O Conselho Tutelar declarou que adotou as medidas previstas em lei e encaminhou o caso aos órgãos competentes. Já o Ministério Público de Pernambuco informou que acompanha as investigações e o funcionamento da rede de proteção às vítimas desde o dia 5 de agosto.>