Publicado em 21 de julho de 2026 às 19:37
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que a decisão sobre sua possível demissão do cargo de escrivão da Polícia Federal será influenciada por fatores políticos. A declaração foi dada em entrevista ao Metrópoles, após a PF concluir um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e recomendar ao Ministério da Justiça sua demissão por abandono de cargo.>
A decisão final caberá ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva.>
Segundo Eduardo, dificilmente o ministro deixará de aplicar a punição.>
"Eu estou prestes a perder o cargo. Depende de um chamego do ministro da Justiça do Lula, e eu não acho que ele vai aliviar para mim, porque, se ele não me demitir, quem vai ser demitido é ele. Não faz muito o feitio do Lula dar colher de chá para opositores. É uma decisão política", afirmou.>
O ex-parlamentar também disse esperar que o país passe por um processo de anistia no futuro.>
Na segunda-feira (20), Eduardo revelou que obteve um green card, documento que lhe garante residência permanente nos Estados Unidos. Segundo ele, a autorização oferece "segurança jurídica" para permanecer no país.>
Durante a entrevista, Eduardo afirmou ainda que não pretende retornar ao Brasil neste momento, alegando que seria preso.>
"Se eu voltar para o Brasil, vou ser preso de maneira injusta, sem direito à defesa e sem direito ao devido processo legal", declarou.>
Ele afirmou que pretende voltar ao país apenas quando considerar que existem condições para isso.>
Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. À época, afirmou que deixou o Brasil por considerar que sofria perseguição política. Até o momento, o Ministério da Justiça ainda não anunciou a decisão sobre a recomendação de demissão encaminhada pela Polícia Federal.>
Com informações do portal Metrópoles>