Eduardo Bolsonaro diz que Moraes 'não tem coragem' de enfrentar Trump

A fala ocorre um dia após a Primeira Turma do STF condenar Eduardo a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo

Publicado em 17 de junho de 2026 às 11:45

A fala ocorre um dia após a Primeira Turma do STF condenar Eduardo a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo
A fala ocorre um dia após a Primeira Turma do STF condenar Eduardo a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo Crédito: Agência Brasil

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e afirmou que o magistrado “não tem coragem” de enfrentar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As declarações foram feitas nesta quarta-feira (17), durante entrevista ao canal Rede Comunica Brasil, no YouTube.

A fala ocorre um dia após a Primeira Turma do STF condenar Eduardo a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. Segundo a acusação, ele atuou junto a autoridades e parlamentares norte-americanos para pressionar o governo dos Estados Unidos a adotar medidas contra ministros do STF e contra o Brasil.

Durante a entrevista, Eduardo questionou o fato de Trump não ser citado no processo e alegou que as sanções impostas a Moraes partiram do governo norte-americano.

“Quem decretou a sanção contra o Moraes foi o presidente Trump, junto com seus secretários Scott Bessent e Marco Rubio, não foi Eduardo Bolsonaro”, afirmou.

O ex-parlamentar também argumentou que Moraes não incluiria Trump no caso por receio de enfrentar o líder norte-americano.

“Por que o Trump não está nesse processo? Porque eles não têm coragem”, declarou.

Eduardo afirmou ainda que existe um movimento nos Estados Unidos para que Moraes volte a ser alvo de sanções com base na Lei Magnitsky. Segundo ele, pessoas que prestem apoio a indivíduos sancionados também podem ser atingidas pelas mesmas medidas previstas na legislação americana.

Condenação

Por unanimidade, a Primeira Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo. De acordo com a Corte, ele tentou interferir na ação penal que investigava a tentativa de golpe de Estado e que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A acusação sustenta que Eduardo buscou apoio de autoridades americanas para pressionar integrantes do Supremo e influenciar o andamento do processo no Brasil.