Publicado em 17 de junho de 2026 às 16:29
Nesta quarta-feira (17), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que volte a aplicar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Global Magnitsky. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais, um dia após sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).>
Na gravação, Eduardo afirmou que Moraes seria responsável por violações de direitos humanos e solicitou que o governo norte-americano adotasse medidas previstas na legislação. O ex-parlamentar também voltou a criticar o ministro e contestou a decisão judicial que resultou em sua condenação.>
A manifestação ocorreu após a Primeira Turma do STF condená-lo por coação em processo relacionado às investigações sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Por unanimidade, os ministros fixaram pena de quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto. A decisão também pode torná-lo inelegível por até oito anos após o trânsito em julgado.>
No vídeo, Eduardo declarou que não reconhece a condenação e alegou não ter sido formalmente notificado nos Estados Unidos, país onde reside atualmente. Segundo ele, as informações sobre o processo chegaram por meio da imprensa e a condenação estaria relacionada à sua atuação junto a autoridades estrangeiras e denúncias apresentadas contra Moraes fora do Brasil.>
O ex-deputado também afirmou que pretende manter sua articulação política em território norte-americano. Durante a manifestação, citou a possibilidade de uma candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República em 2026 e afirmou que uma eventual vitória poderia resultar em anistia para condenados pelos atos antidemocráticos e para o ex-presidente Jair Bolsonaro.>
A Lei Global Magnitsky é um mecanismo da legislação dos Estados Unidos que permite ao governo norte-americano aplicar sanções financeiras e restrições de visto a autoridades estrangeiras acusadas de corrupção ou de graves violações de direitos humanos.>
Entre as medidas previstas estão o bloqueio de eventuais bens em território norte-americano e restrições para entrada nos Estados Unidos. Nos últimos anos, aliados de Bolsonaro e parlamentares republicanos passaram a defender a aplicação da legislação contra Alexandre de Moraes, alegando que determinadas decisões judiciais relacionadas à moderação de conteúdo e à condução de investigações configurariam violações de direitos fundamentais.>
A condenação de Eduardo Bolsonaro foi baseada no entendimento dos ministros da Primeira Turma do STF de que ele praticou atos de coação relacionados às investigações sobre a tentativa de golpe de Estado após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2022.>
O julgamento foi concluído na terça-feira (16). Além da pena de prisão em regime semiaberto, a decisão prevê consequências eleitorais que podem afastar o ex-deputado das disputas políticas pelos próximos anos.>