Em meio à guerra, Eduardo Bolsonaro liga Lula ao Irã: “Será o próximo”

Em vídeo publicado nesta terça (3), ex-deputado liga presidente brasileiro a figuras como Ali Khamenei, morto em bombardeio, e Nicolás Maduro, deposto; ele também pede monitoramento internacional nas eleições de 2026.

Publicado em 3 de março de 2026 às 22:01

STF torna Eduardo Bolsonaro réu por suspeita de interferência em processos judiciais
STF torna Eduardo Bolsonaro réu por suspeita de interferência em processos judiciais Crédito: Reprodução/Agência Senado

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) divulgou um vídeo nesta terça-feira (3), nas redes sociais associando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a uma lista de líderes internacionais que ele classifica como "ditadores, assassinos sanguinários e narcoditadores". A publicação surge em meio à escalada de conflitos no Oriente Médio, incluindo a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, confirmada após bombardeios no último sábado (28).

No vídeo, postado em suas redes sociais, Eduardo Bolsonaro utiliza imagens de Lula ao lado de figuras como o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, preso e deposto por intervenção liderada pelos Estados Unidos no início do ano, e sugere que o presidente brasileiro poderia ser o "próximo" na mira de ações internacionais. "Nós temos certeza que, naturalmente, a hora do Lula vai chegar", afirmou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em tom provocativo.

O ex-parlamentar elogia ações atribuídas ao presidente dos EUA, Donald Trump, referindo-se a ele como "o novo xerife na cidade". Eduardo menciona prisões, neutralizações e intervenções contra líderes do Hezbollah, Hamas, o presidente colombiano Gustavo Petro e, mais recentemente, Khamenei. "Os Estados Unidos jogam a pá de cal, eliminando o líder do mais sanguinário ditador que a nossa geração já viu, o Ali Khamenei, aiatolá líder supremo do Irã", disse.

Eduardo Bolsonaro pede que a comunidade internacional "fique de olho nas eleições do Brasil" deste ano, não apenas como observadores no dia da votação, mas de forma preventiva para garantir "eleições limpas, justas e transparentes". Ele sugere mecanismos como auditorias reais e recontagem de votos, ecoando críticas recorrentes da oposição ao sistema eleitoral brasileiro.

A publicação gerou repercussão imediata nas redes sociais, com apoiadores elogiando a "coragem" do ex-deputado e críticos acusando-o de incitação à violência e interferência estrangeira. O Palácio do Planalto não se manifestou oficialmente sobre o vídeo até o momento.

Eduardo Bolsonaro, que não se reelegeu em 2022, tem se mantido ativo na política como influenciador digital e articulador da direita conservadora. Seus posicionamentos internacionais frequentemente alinhados aos de Trump e Israel já renderam controvérsias, incluindo críticas por suposto apoio a intervenções militares.

O contexto global inclui a recente morte de Khamenei em um ataque aéreo atribuído a uma coalizão liderada por Israel e EUA, que intensificou a crise no Irã e gerou protestos mundiais. No Brasil, as eleições municipais de outubro de 2026 são vistas como termômetro para o pleito presidencial de 2030.

Com informações do portal Metrópoles