Em vídeo que viralizou, Lucas Porto desabafa sobre rotina em Pedrinhas: 'Não aguento mais'

Condenado pelo assassinato e estupro da publicitária Mariana Costa, empresário relata o peso dos anos em regime fechado no Maranhão.

Publicado em 29 de maio de 2026 às 07:46

Em vídeo que viralizou, Lucas Porto desabafa sobre rotina em Pedrinhas: 'Não aguento mais'
Em vídeo que viralizou, Lucas Porto desabafa sobre rotina em Pedrinhas: 'Não aguento mais' Crédito: Reprodução/Redes sociais

O empresário Lucas Porto, que cumpre pena no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, desabafou publicamente sobre o desgaste físico e mental que enfrenta na prisão, afirmando de forma categórica que não aguenta mais a rotina do cárcere. As declarações vieram à tona por meio de um vídeo gravado durante uma audiência de tom pessoal e publicado recentemente nas redes sociais em um perfil associado ao próprio detento. Embora o registro não traga a data exata de quando foi gravado, o forte apelo emocional focado no sofrimento de estar privado de liberdade chamou a atenção dos internautas e recolocou o caso em evidência.

A manifestação de Lucas joga luz sobre a realidade de quem enfrenta o rigor do sistema prisional maranhense há uma década. Ele foi preso ainda em 2016, logo após o assassinato e estupro de sua cunhada, a publicitária Mariana Menezes de Araújo Costa Pinto. Na época, o crime abalou o país não apenas pela violência brutal, mas também pelo fato de a vítima pertencer à tradicional família Sarney, sendo sobrinha-neta do ex-presidente José Sarney e prima da ex-governadora Roseana Sarney.

Mariana foi morta por asfixia dentro de seu próprio apartamento, e a perícia apontou que houve intensa luta corporal antes de o empresário tentar mascarar o local para sugerir que a jovem teria tirado a própria vida.

Hoje, o cansaço manifestado por Lucas Porto reflete o cumprimento de uma longa jornada judicial que o mantém sem qualquer perspectiva de liberdade de curto prazo. Em 2021, o Tribunal do Júri de São Luís o condenou originalmente a 39 anos de prisão. Mais tarde, em 2023, os advogados de defesa conseguiram uma redução da pena para 34 anos e 8 meses em regime fechado, punição que soma o homicídio qualificado agravado por feminicídio e ocultação de provas  ao crime de estupro.

Impedido desde o início de recorrer fora das grades, o empresário agora expõe publicamente o limite de suas forças diante do confinamento em Pedrinhas.