Publicado em 17 de maio de 2026 às 13:27
A empresa chilena Landes anunciou o afastamento preventivo do executivo Germán Naranjo Maldini, acusado de praticar ataques racistas e homofóbicos durante um voo da Latam com destino a Frankfurt, na Alemanha. O caso ganhou repercussão após vídeos das ofensas circularem nas redes sociais e levou à prisão do suspeito pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
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Em comunicado divulgado após a repercussão do episódio, a companhia informou que a conduta atribuída ao funcionário é incompatível com os princípios e políticas internas da empresa. A Landes afirmou ainda que o caso segue sendo acompanhado internamente enquanto as investigações continuam no Brasil.>
As imagens registradas dentro da aeronave mostram o executivo discutindo com tripulantes e passageiros. Segundo relatos, a confusão começou após ele tentar abrir uma das portas do avião durante o voo e ser contido pela equipe da companhia aérea. Na sequência, o homem passou a fazer ataques preconceituosos contra funcionários e pessoas que estavam na aeronave.>
Em um dos vídeos que viralizaram nas redes sociais, o chileno aparece dirigindo ofensas racistas e homofóbicas a um comissário de bordo brasileiro. As gravações provocaram repercussão e geraram críticas nas redes sociais.>
Após o desembarque, a vítima procurou a Polícia Federal e formalizou denúncia. A Justiça Federal expediu um mandado de prisão preventiva, cumprido na última sexta-feira (15), quando o executivo retornou ao Brasil para fazer conexão em Guarulhos. Depois da audiência de custódia, ele foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória da cidade, onde permanece à disposição da Justiça.>
A Latam informou, por meio de nota, que repudia qualquer forma de discriminação, racismo, xenofobia, violência ou homofobia. A companhia também afirmou que está oferecendo apoio psicológico e assistência jurídica ao funcionário alvo das agressões.>
O episódio acontece em meio ao aumento dos registros de indisciplina em voos no Brasil. Dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) apontam crescimento de quase 20% nas ocorrências envolvendo passageiros no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2025.>
Diante desse cenário, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou novas medidas para endurecer as punições contra passageiros que causarem transtornos durante viagens aéreas. As regras entram em vigor em setembro e incluem multas de até R$ 17,5 mil, além da possibilidade de suspensão do embarque por até 12 meses em aeroportos brasileiros.>
Pelas novas normas, atitudes discriminatórias, agressões físicas, importunação sexual e ações que coloquem em risco a segurança da aeronave passarão a ser consideradas infrações gravíssimas.>
Desde 2023, a legislação brasileira equipara a injúria racial ao crime de racismo, tornando a prática imprescritível e inafiançável. O Supremo Tribunal Federal também reconhece ofensas homofóbicas como condutas sujeitas à punição criminal.>