Publicado em 19 de abril de 2026 às 12:53
Uma empresa ligada ao ex-candidato à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal (União Brasil) transferiu R$ 4,4 milhões para uma conta pessoal do MC Ryan, investigado pela Polícia Federal (PF) por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro associado ao tráfico internacional de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC).>
De acordo com a investigação, o valor teria sido movimentado por meio da empresa R66 Air Ltda., que tem Pablo Marçal no quadro societário. A transação foi identificada no curso da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela PF na última quarta-feira (15).>
Segundo os investigadores, a quantia pode estar relacionada à negociação de um helicóptero modelo Robinson R66 Turbine, já que o capital social da empresa seria compatível com o valor de mercado da aeronave.>
Em nota ao jornal O Estado de S. Paulo, a assessoria de Pablo Marçal confirmou a transferência, mas negou que o pagamento tenha relação com a compra do helicóptero. De acordo com a equipe do coach, o valor corresponde à aquisição de parte de um imóvel.>
MC Ryan, que apoiou a candidatura de Marçal à Prefeitura de São Paulo em 2024, foi um dos alvos da operação da Polícia Federal e acabou preso temporariamente.>
As investigações apontam que ele seria líder de uma estrutura usada para ocultar patrimônio e lavar dinheiro oriundo do tráfico internacional de drogas. O esquema utilizaria rifas, plataformas de apostas ilegais, produção musical e eventos de entretenimento para movimentar recursos ilícitos.>
A defesa do funkeiro afirmou que todos os valores movimentados em suas contas possuem origem comprovada e são submetidos ao recolhimento regular de tributos.>
Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado teria movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão para o crime organizado.>
Os investigadores também apontam que a rede utilizava chamadas “empresas de prateleira” e mantinha contratos com fintechs citadas em outras apurações federais, como as operações Compliance Zero e Sem Desconto.>
Um dos nomes considerados centrais no esquema é o contador Rodrigo Morgado, preso desde outubro de 2025 sob suspeita de prestar suporte financeiro ao PCC.>
A defesa dele informou que o profissional atua exclusivamente dentro da legalidade e nega qualquer participação em atividades criminosas.>
Durante a Operação Narco Fluxo, a Polícia Federal cumpriu 45 mandados de busca e apreensão. Dos 39 mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça, 33 foram executados.>