Publicado em 21 de setembro de 2026 às 07:49
A polêmica em torno de viagens em aeronaves executivas ganhou um novo contorno após o escritório de advocacia Barci de Moraes vir a público confirmar que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, utilizou voos operados pela Prime Aviation, empresa associada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.>
O posicionamento oficial da banca que tem como sócia a advogada Viviane de Moraes, esposa do magistrado foi divulgado após a circulação de registros em vídeo que mostram o casal desembarcando de um jato modelo Legacy 650 no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Inicialmente, a defesa e o gabinete do ministro haviam refutado com veemência ligações com aeronaves ligadas ao empresário.>
Contudo, na manifestação recente, o escritório admitiu o uso dos serviços de táxi aéreo da companhia em determinadas ocasiões. De acordo com a nota, a banca recorre regularmente a diferentes empresas do setor para atender suas demandas logísticas. Os representantes jurídicos confirmaram expressamente que, em alguns desses trechos, Viviane foi acompanhada por seu marido, o ministro Alexandre de Moraes.>
Apesar de reconhecer as viagens a bordo do jato, o escritório buscou afastar qualquer interpretação de favorecimento ou proximidade pessoal com os donos da operadora. O comunicado enfatiza que as contratações obedecem estritamente a critérios operacionais definidos pelas próprias agências de aviação civil, ressaltando que Daniel Vorcaro ou qualquer outra pessoa alheia à banca jamais integraram os voos dos membros do escritório.>
Por fim, os representantes reforçaram que o escritório não mantém nenhum tipo de contrato de prestação de serviços advocatícios com a Prime Aviation e que tampouco adquiriu cotas de participação na empresa de táxi aéreo.>
Enquanto investigações de órgãos de controle e relatórios da Polícia Federal continuam destrinchando acordos e o fluxo de operações financeiras que cercam o caso, a nova declaração altera o tom das discussões ao admitir formalmente a presença do magistrado nas aeronaves sob escrutínio.>