Escritório de Viviane Moraes explica contratação por Vorcaro e nega atuação no STF

Após prisão de banqueiro, escritório esclarece serviços prestados e refuta envolvimento com o Supremo Tribunal Federal

Publicado em 9 de março de 2026 às 11:12

Escritório de Viviane Moraes explica contratação por Vorcaro e nega atuação no STF
Escritório de Viviane Moraes explica contratação por Vorcaro e nega atuação no STF Crédito: Divulgação/STF

O escritório de advocacia Barci de Moraes Sociedade de Advogados, de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, se pronunciou nesta segunda-feira (9) sobre a contratação de seus serviços pelo banqueiro Daniel Vorcaro, preso em São Paulo na última quarta-feira (4) em uma investigação sobre fraudes financeiras. A nota, divulgada após a nova prisão de Vorcaro, esclarece que o escritório prestou consultoria jurídica ao Banco Master, mas nega qualquer atuação no Supremo Tribunal Federal (STF) em nome da instituição.

DESENVOLVIMENTO:

Segundo o comunicado, o escritório foi contratado entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025 para oferecer ampla consultoria jurídica ao Banco Master, com a participação de 15 advogados e três outros escritórios especializados. A defesa enfatiza que as atividades realizadas não envolveram qualquer processo no STF, como sugerido em reportagens.

O banqueiro Daniel Vorcaro, preso por suspeitas de fraudes financeiras, também foi apontado em uma série de mensagens enviadas ao ministro Moraes em novembro de 2025, antes de sua primeira prisão. Em uma das mensagens, Vorcaro alertava sobre um possível vazamento de informações, referindo-se a um movimento de investidores e a uma negociação em andamento.

Após a divulgação dos prints, a assessoria do STF negou que o ministro tenha se comunicado com o banqueiro, explicando que as mensagens foram enviadas para um link de bloco de notas, e não diretamente para Moraes. A troca de mensagens continua sendo investigada pela Polícia Federal.

CONTRATO MILIONÁRIO

Em dezembro de 2025, foi revelado que o Banco Master pagou R$ 3,6 milhões mensais ao escritório Barci de Moraes por um contrato de 36 meses. O acordo foi feito para prestar consultoria jurídica à instituição, que estava enfrentando dificuldades financeiras e foi posteriormente liquidada pelo Banco Central.

O escritório de Viviane Moraes também esclareceu que não conduziu nenhuma causa no STF em nome do Banco Master, reafirmando a separação entre seus serviços jurídicos e qualquer processo envolvendo a corte superior.