Esquema que usava falsas identidades indígenas para fraudar o INSS é alvo da PF

Com rombo estimado em mais de R$ 100 milhões, operação na Bahia afasta servidores e bloqueia contas bancárias de investigados.

Publicado em 10 de julho de 2026 às 07:19

Esquema que usava falsas identidades indígenas para fraudar o INSS é alvo da PF
Esquema que usava falsas identidades indígenas para fraudar o INSS é alvo da PF Crédito: FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

Uma megaoperação da Polícia Federal, em parceria com a Controladoria-Geral da União, chacoalhou o sul da Bahia nesta quinta-feira (9). O objetivo foi desmantelar uma organização criminosa especializada em criar falsos perfis de indígenas para conseguir, de forma totalmente irregular, benefícios do INSS como aposentadorias rurais e salários-maternidade. A estimativa é de que o golpe tenha arrancado mais de R$ 100 milhões dos cofres públicos.

A ofensiva aconteceu nas cidades de Porto Seguro e Eunápolis, onde os agentes cumpriram 11 mandados de busca e apreensão. A ação é uma continuação da chamada Operação Monã, que joga luz sobre como o grupo utilizava declarações fraudulentas de vínculo com comunidades tradicionais para enganar a Previdência Social. Além de abocanhar os benefícios mensais, os criminosos também usavam o dinheiro fácil para contratar empréstimos consignados em nome dessas falsas identidades.

O cerco fechou para os envolvidos após as ordens da Justiça Federal, que determinou o afastamento imediato de dois servidores públicos suspeitos de participar ativamente das falsificações. Para tentar recuperar o dinheiro desviado e frear a atuação da quadrilha, as autoridades também bloquearam mais de R$ 1,5 milhão em contas bancárias dos líderes do esquema e confiscaram um veículo de luxo.

Agora, os investigados enfrentam a possibilidade de pegar penas duras pelos crimes de associação criminosa, estelionato previdenciário e corrupção ativa e passiva.