EUA concedem green card a Eduardo Bolsonaro

Morador do país desde 2025, ex-deputado possui condenação pendente no STF; documento de residência permanente dificulta acesso da Justiça brasileira.

Publicado em 20 de julho de 2026 às 18:05

Ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP
Ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP Crédito: Mário Agra/Câmara dos Deputados

O governo dos Estados Unidos, sob a gestão do presidente Donald Trump, concedeu nesta segunda-feira (20) o status de residente permanente (green card) ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. O político brasileiro vive em território norte-americano desde março de 2025. Com a obtenção do documento, ele passa a ter permissão para viver, trabalhar e estudar no país por tempo indeterminado, sem a necessidade de autorizações especiais.

A concessão do benefício migratório ocorre em um momento de tensão entre o ex-parlamentar e o Judiciário brasileiro. Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a uma pena de 4 anos e 2 meses de reclusão em regime inicial semiaberto. A condenação é referente ao crime de coação no curso do processo durante o julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Além da restrição de liberdade, a sentença impõe o pagamento de uma multa de 50 dias-multa, totalizando aproximadamente R$ 162,1 mil.

Com o green card, Eduardo ficará menos acessível às autoridades brasileiras para o cumprimento de sua pena.
Com o green card, Eduardo ficará menos acessível às autoridades brasileiras para o cumprimento de sua pena. Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Com o green card, Eduardo ficará menos acessível às autoridades brasileiras para o cumprimento de sua pena. A permanência legal nos Estados Unidos, facilitada pela proximidade com o governo republicano, cria um obstáculo adicional para eventuais pedidos de extradição ou cooperação jurídica internacional.

A informação sobre a nova situação migratória de Eduardo Bolsonaro foi confirmada após publicação inicial da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Até o momento, o ex-deputado não se manifestou oficialmente sobre o caso.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.