EUA discutem novas sanções contra Alexandre de Moraes, diz Financial Times

Ministro do STF já havia sido alvo de medidas do governo norte-americano, posteriormente revogadas.

Publicado em 16 de agosto de 2026 às 18:42

Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF
Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF Crédito: Victor Piemonte/STF

O governo dos Estados Unidos voltou a discutir a possibilidade de aplicar novas sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A informação foi divulgada neste domingo (16), pelo jornal britânico Financial Times, com base em relatos de pessoas familiarizadas com o assunto.

De acordo com a publicação, a possível medida estaria relacionada à investigação aberta para identificar a origem de uma reportagem envolvendo o ministro do STF Flávio Dino. Na última semana, Moraes autorizou mandados de busca e apreensão dentro da apuração.

O magistrado já havia sido sancionado pelos Estados Unidos em julho do ano passado, quando entrou na lista de autoridades atingidas pela Lei Magnitsky. Na ocasião, o governo norte-americano alegou que as medidas estavam relacionadas à atuação de Moraes no processo que levou à condenação e à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, no caso que envolve a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

As sanções, porém, foram retiradas pelo governo dos EUA em dezembro do mesmo ano.

Críticas nas redes sociais

A possibilidade de novas medidas ocorre em meio a manifestações de integrantes do governo norte-americano sobre decisões relacionadas ao ambiente digital no Brasil.

Também neste domingo (16), Sarah B. Rodgers, subsecretária de Diplomacia Pública do Departamento de Estado dos Estados Unidos, comentou no X uma atualização no sistema de filtragem de conteúdo da plataforma para as eleições brasileiras.

Na publicação, a representante norte-americana afirmou que a transparência sobre o funcionamento do algoritmo é uma reivindicação frequente de órgãos reguladores, mas classificou as mudanças como um sinal de “censura imposta pelo Brasil”.

Com informações do portal g1