Publicado em 16 de abril de 2026 às 10:32
A investigação, que faz parte da quarta fase da Operação Compliance Zero, revelou que Costa e Vorcaro estariam envolvidos em um esquema de corrupção em que imóveis de alto luxo seriam utilizados para disfarçar pagamentos indevidos.>
O conteúdo das mensagens, que inclui desde discussões sobre futuros planos de carreira até detalhes sobre a escolha de materiais de construção, foi considerado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como evidência de que o ex-presidente do BRB atuava como um "mandatário" de interesses privados dentro do banco público.>
De acordo com os investigadores, as conversas entre Costa, Vorcaro e o advogado Daniel Monteiro, também preso, detalham negociações sobre imóveis de luxo, localizados em São Paulo e no Distrito Federal. Entre as propriedades citadas estão empreendimentos como Arbórea, Casa Lafer, Ennius Muniz, Heritage, One Sixty e Valle dos Ipês, todos com valores milionários.>
O esquema, segundo a PF, envolvia a transferência de pelo menos sete imóveis em projetos de alto padrão, utilizando empresas de fachada para ocultar a verdadeira origem e destinação dos recursos. Essa estratégia permitia que as transações imobiliárias fossem realizadas sem vínculo direto com os beneficiários finais, dificultando o rastreamento das transações ilegais.>
A investigação ainda aponta que, antes da paralisação das negociações, houve um fluxo contínuo de comunicação entre os envolvidos, com tratativas sobre valores, unidades e andamento das negociações. A PF acredita que Daniel Vorcaro tenha sido informado de maneira irregular sobre a investigação em andamento, o que teria levado à interrupção do esquema.>
O caso foi um dos principais fundamentos para os pedidos de prisão de Paulo Henrique Costa e de Daniel Monteiro, que foram alvos da operação, autorizada pelo ministro do STF, André Mendonça.>