Publicado em 17 de setembro de 2026 às 07:58
A mira das autoridades de segurança pública voltou-se fortemente para os bastidores da política paulista. Em uma megaoperação deflagrada na manhã desta quinta-feira (17), a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) cumprem dezenas de mandados de prisão e busca e apreensão na Operação Vectura Corrupta.>
O principal alvo da ofensiva é o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil), apontado pelas investigações como peça-chave na infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da capital.>
De acordo com os investigadores, o ex-parlamentar é citado nominalmente em diversos trechos dos relatórios como responsável direto pela operação de empresas de ônibus que estariam sob o controle da facção criminosa. Além disso, depoimentos de policiais militares juntados ao Tribunal de Justiça Militar reforçam as suspeitas, apontando que Milton Leite seria o verdadeiro dono de fato da empresa de transportes Transwolf.>
Estrutura da investigação e outros alvos>
A nova fase é um desdobramento da Operação Decúrio, realizada em agosto de 2024, que já havia revelado uma rede complexa de comunicação da facção utilizando advogados e braços estratégicos para influenciar eleições municipais e lavar dinheiro.>
Agora, as provas obtidas em dispositivos eletrônicos e documentos revelam que ao menos 12 empresas de ônibus na capital e no interior teriam contaminação direta ou indireta do crime organizado, contando com a participação ativa de ex-gestores públicos, candidatos e advogados que funcionavam como canais de comunicação com líderes presos.>
Defesa e próximos passos>
Diante da repercussão da ordem de prisão, a defesa de Milton Leite informou que ele não está foragido e se encontra atualmente em viagem. A nota oficial ressalta que o ex-vereador vai se apresentar espontaneamente às autoridades dentro do prazo de 24 horas e que provará sua inocência diante de todas as acusações levantadas.>