Executivo investigado por lavagem de dinheiro ligada ao PCC representou fundo em negócio de irmãos de Toffoli; diz jornal

O ministro Dias Toffoli e seus irmãos, José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli, não se manifestaram.

Publicado em 17 de janeiro de 2026 às 09:37

Resort Tayayá, no Paraná, investimento dos Irmãos de Toffoli. 
Resort Tayayá, no Paraná, investimento dos Irmãos de Toffoli.  Crédito: Reprodução

O executivo Silvano Gersztel, ex-sócio e ex-executivo da Reag Investimentos, investigado pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro para empresários do setor de combustíveis ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), aparece em documentos societários do resort Tayayá, no Paraná, como representante de um fundo que fez negócio com familiares do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.

Segundo reportagem do Estadão, Gersztel integrou a cúpula da Reag por nove anos. Ele renunciou aos cargos de diretor-presidente (CEO) e diretor financeiro (CFO) de uma administradora de fundos da Reag no início de janeiro, em meio à reestruturação da empresa após a aquisição pela Planner.

O executivo era considerado o número 2 de João Carlos Mansur, fundador da Reag, quando a gestora chegou a somar mais de R$ 340 bilhões sob gestão.

Gersztel e Mansur foram alvo de investigações da Polícia Federal e deixaram a empresa durante as apurações, segundo a reportagem. Procurado, Gersztel não foi localizado. A Reag, o ministro Dias Toffoli e seus irmãos, José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli, não se manifestaram.

A revelação de que o cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, fez aportes financeiros por meio de um fundo de investimentos no resort pertencente aos irmãos de Toffoli tem mobilizado deputados e senadores que defendem a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso no Congresso. Para esses parlamentares, o magistrado deveria se declarar impedido ou suspeito diante de um flagrante de conflito de interesses.