Fábrica clandestina de perfumes da marca WePink é fechada pela polícia na Grande São Paulo

Operação policial em Itaquaquecetuba prende 13 pessoas em flagrante, apreende toneladas de insumos e desmantela esquema bilionário de falsificação.

Publicado em 4 de setembro de 2026 às 08:52

Fábrica clandestina de perfumes da marca WePink é fechada pela polícia na Grande São Paulo
Fábrica clandestina de perfumes da marca WePink é fechada pela polícia na Grande São Paulo Crédito: Reprodução/SSP

Comprar cosméticos pela internet exige cada vez mais atenção dos consumidores. Na quarta-feira (02), a Polícia Civil desmantelou uma grande estrutura clandestina dedicada a fabricar ilegalmente perfumes e body splashes falsificados da WePink, marca de grande apelo comercial associada à influenciadora Virgínia Fonseca. A ação, realizada no bairro Jardim Mônica, em Itaquaquecetuba, culminou na prisão em flagrante de treze pessoas, entre sete homens e seis mulheres, que atuavam diretamente na linha de produção dos itens piratas.

O que funcionava no galpão impressionou os investigadores pela escala industrial. Os agentes recolheram quatorze máquinas pesadas, incluindo esteiras transportadoras, equipamentos de envase e seis tanques com capacidade para mil litros de matérias-primas. Além disso, foram apreendidos mais de trinta baldes repletos de essências, milhares de embalagens prontas e 230 caixas lotadas de mercadorias falsificadas prestes a serem despachadas para venda.

A investigação teve início após a própria empresa formalizar uma denúncia, apontando que os itens piratas circulavam tanto em redes sociais quanto em pontos comerciais físicos na área central da capital paulista.

Diante do avanço do esquema criminoso, a gestão da marca reagiu publicamente por meio de nota e vídeos nas redes sociais, reforçando que itens adquiridos fora dos canais oficiais representam riscos diretos à saúde do consumidor. A empresa destacou que falsificadores copiam detalhadamente rótulos e números de lote para enganar o público, tornando impossível atestar a segurança, as condições de armazenamento ou a verdadeira composição química do que vai parar na pele de quem compra de revendedores paralelos.

Os suspeitos detidos na operação responderão perante a Justiça por crimes como associação criminosa e falsificação de produtos, enquanto a Polícia Civil já solicitou a conversão das prisões temporárias em preventivas para aprofundar o cerco contra a quadrilha.

Enquanto o caso segue sob investigação na 1ª Delegacia Seccional do Centro, o episódio serve como um forte lembrete para que o público priorize exclusivamente o site oficial, aplicativos, quiosques e lojas autorizadas da marca.