Fachin adia análise de casos envolvendo Moraes e Mendonça para depois de 22 de setembro

Prazos para manifestações empurram decisões para o período próximo ao primeiro turno das eleições; um dos casos envolve mensagens de Daniel Vorcaro para Alexandre de Moraes

Publicado em 6 de setembro de 2026 às 09:32

Prazos para manifestações empurram decisões para o período próximo ao primeiro turno das eleições; um dos casos envolve mensagens de Daniel Vorcaro para Alexandre de Moraes
Prazos para manifestações empurram decisões para o período próximo ao primeiro turno das eleições; um dos casos envolve mensagens de Daniel Vorcaro para Alexandre de Moraes Crédito: Reprodução

Neste sábado (5), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, manteve em andamento os prazos para manifestações nos dois casos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, adiando a possibilidade de uma análise pelo plenário da Corte. Um dos processos só poderá ser analisado a partir de 14 de setembro, enquanto o outro deve ficar para depois de 22 de setembro, apenas 12 dias antes do primeiro turno das eleições.

Em um dos casos, Mendonça retirou, na terça-feira (1), o sigilo de investigações relacionadas ao Banco Master e tornou públicas mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes.

O ministro também defendeu que o conteúdo das mensagens seja analisado pelo plenário do STF.

Diante disso, Fachin deu prazo até sexta-feira (11) para que Mendonça, Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentem manifestações.

O prazo começou a contar na quinta-feira (3) e é de cinco dias úteis. Com isso, a análise do caso pelo plenário só poderá ocorrer a partir de 14 de setembro.

O segundo caso começou depois que Moraes incluiu Mendonça no inquérito das fake news, aberto em 2019 e ainda sem conclusão.

Na sexta-feira (4), Fachin retirou Mendonça do inquérito e abriu prazo de cinco dias úteis para que Paulo Gonet se manifeste sobre o pedido apresentado por Moraes.

Depois disso, Mendonça terá mais cinco dias úteis para apresentar sua manifestação.

Na prática, a sequência dos prazos faz com que esse caso só possa chegar ao plenário depois de 22 de setembro.

Ainda não está definido se os dois casos serão analisados separadamente ou ao mesmo tempo pelos ministros do STF.

Caso sejam avaliados em conjunto, a análise envolvendo Moraes também poderá ficar para depois de 22 de setembro.

A data chama atenção porque estará a apenas 12 dias do primeiro turno das eleições. A possibilidade de uma decisão nesse período pode levar o Supremo a avaliar o momento mais adequado para analisar os dois casos.

Em discurso durante um evento no Palácio do Planalto, na sexta-feira (4), Fachin afirmou que haverá uma resposta “firme” sobre as questões envolvendo as mensagens de Vorcaro e Moraes.

Por enquanto, porém, os prazos determinados pelo presidente do STF impedem uma decisão imediata do plenário.