Falso médico é preso em flagrante ao atender criança com tumor cerebral maligno no Rio

Suspeito usava registro profissional e carimbo de outro médico em consultas domiciliares.

Publicado em 7 de agosto de 2026 às 10:20

Sirene de Polícia
Sirene de Polícia Crédito: Arquivo

Um homem de 33 anos foi preso em flagrante por policiais civis da 63ª DP (Japeri) na última quinta feira (6), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, enquanto fingia exercer a medicina. Identificado como Diogo dos Santos Serpa, o suspeito se passava por médico para realizar atendimentos de home care a uma criança de apenas 10 anos, diagnosticada com meduloblastoma grau IV, um tipo grave e de crescimento rápido de tumor cerebral maligno. A conduta colocou em risco a saúde da menina, uma vez que prescrições incorretas e dosagens inadequadas poderiam causar sequelas graves e irreversíveis ao tratamento oncológico.

A farsa, que se arrastava desde outubro de 2025 com pelo menos seis consultas realizadas, começou a cair por conta da desconfiança da mãe da paciente. Ao notar falhas e estranhar os receituários dados à filha, a mulher pesquisou o número do Conselho Regional de Medicina (CRM) fornecido e constatou que a foto do cadastro oficial do médico Jeferson Targino Sampaio não batia com a do homem que frequentava sua residência. Após a denúncia, os agentes foram até o imóvel e aguardaram o suspeito. Ao ser chamado pelo nome do verdadeiro profissional, Diogo respondeu prontamente e acabou preso no local, onde policiais apreenderam carimbos, receituários de controle especial e blocos timbrados em nome de mais de um médico.

Acumulando passagens anteriores por falsidade ideológica, furtos e peculato, o farsante foi indiciado por exercício ilegal da medicina com fins lucrativos, uso de documento falso, estelionato tentado, falsa identidade e por expor a vida de terceiros a perigo direto. A autoridade policial solicitou a conversão do flagrante em prisão preventiva. Enquanto o suspeito aguarda a decisão da Justiça, os investigadores tentam apurar se ele realmente possui vínculo como estudante de medicina, como obtinha os blocos de receita e se outras famílias também foram vítimas do golpe.