Falso médico é preso no Rio após aborto clandestino terminar em tragédia

Investigado por operar sem diploma na Barra da Tijuca, homem usava até papel toalha em procedimentos e foi detido em casa com munições e insumos cirúrgicos.

Publicado em 5 de junho de 2026 às 11:36

Falso médico é preso no Rio após aborto clandestino terminar em tragédia
Falso médico é preso no Rio após aborto clandestino terminar em tragédia Crédito: Reprodução/PCERJ

Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta sexta-feira (5), um homem que se passava por médico e realizava abortos ilegais em uma clínica na Barra da Tijuca. Identificado como José Luiz Gonçalves, ele foi localizado pelos policiais da 14ª DP (Leblon) em sua casa, no bairro de Benfica, na Zona Norte da capital fluminense. A prisão temporária aconteceu após o avanço de uma investigação que aponta o suspeito como o responsável pela morte de uma mulher e pelas sequelas graves deixadas em outra paciente.

As investigações começaram logo depois que a polícia recebeu os relatos dessas duas vítimas. Ao puxar o fio da história, os agentes descobriram que o espaço na Zona Oeste até parecia uma clínica estruturada por fora, mas operava em condições totalmente insalubres e sem o menor suporte para emergências médicas. Para se ter uma ideia da precariedade, os policiais constataram que o falso profissional chegou a usar papel toalha no lugar de materiais cirúrgicos adequados durante uma das intervenções.

Além de não ter nenhuma formação ou registro na área da saúde, o acusado guardava em sua residência um verdadeiro arsenal de irregularidades. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão nesta sexta, a equipe policial encontrou diversos medicamentos, instrumentos cirúrgicos e também munições o que resultou em uma autuação extra, em flagrante, por posse ilegal de munição.

Agora, todo o material apreendido passará por uma análise detalhada da perícia. A expectativa das autoridades é que os objetos ajudem a mapear o tamanho da rede criminosa e permitam identificar outras mulheres que possam ter sido vítimas do falso médico. José Luiz Gonçalves já está sob a custódia do sistema prisional e segue à disposição da Justiça.