Publicado em 9 de junho de 2026 às 14:53
Nesta terça-feira (9), familiares do idoso de 83 anos que aparece em um vídeo tendo o cabelo e a barba tingidos de vermelho por um empresário, em São José do Rio Preto (SP), manifestaram indignação com o caso e cobraram providências das autoridades. O homem, que vive em situação de rua, ainda não havia sido localizado pela polícia até a última atualização do caso.>
Um familiar, que preferiu não se identificar, afirmou que acompanha a situação do idoso há anos e negou que ele tenha sido abandonado pela família. Segundo ele, o homem enfrenta dependência química há décadas, condição que dificulta a continuidade dos tratamentos e sua permanência em abrigos ou instituições de acolhimento.>
De acordo com o parente, familiares, órgãos públicos e pessoas da comunidade já tentaram ajudá-lo diversas vezes, mas o vício tem impedido resultados duradouros. Ele também revelou que o idoso já passou por pelo menos três tentativas de internação.>
O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo gravado em 9 de maio. Nas imagens, o idoso aparenta hesitar e demonstra não querer participar da pintura. Mesmo assim, o empresário insiste e afirma que retiraria uma doação de roupas caso ele não aceitasse tingir os cabelos e a barba. Em seguida, registros mostram o homem com os fios completamente vermelhos.>
Para a família, a situação expôs uma pessoa em condição de extrema vulnerabilidade e representou uma atitude desrespeitosa.>
"É um ato reprovável. Foi uma atitude totalmente infeliz do responsável por isso. Ele é uma pessoa idosa, incapaz de compreender muitas situações e extremamente vulnerável. Esperamos que a justiça seja feita", declarou o familiar.>
O empresário que aparece no vídeo afirmou que conhece o idoso há anos e disse que o episódio ocorreu em um momento de descontração. Até o momento, a defesa dele não havia se manifestado sobre o caso.>
A Polícia Civil investiga a ocorrência e informou que a conduta pode se enquadrar em crimes previstos no Estatuto da Pessoa Idosa, além de possível injúria. O Ministério Público também instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias do episódio e eventuais responsabilidades dos envolvidos.>
Em nota, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social classificou o ocorrido como uma situação vexatória e informou que pretende encaminhar o caso à Defensoria Pública para análise das medidas cabíveis.>