Publicado em 20 de outubro de 2026 às 17:38
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pode enfrentar dificuldades para continuar no comando da Casa a partir de 2027. Segundo informações de bastidores, a federação União Progressista, formada pelo PP e pelo União Brasil, deve deixar de apoiar sua recondução ao cargo. O cenário é influenciado pela aproximação do senador com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto dirigentes das siglas demonstram alinhamento com Flávio Bolsonaro (PL).>
Diante da disputa, Alcolumbre tem buscado ampliar sua base de apoio entre os senadores que assumirão seus mandatos em 2027. De acordo com informações apuradas pela coluna que publicou o relato original, o parlamentar estaria oferecendo espaços privilegiados para gabinetes e presidências de comissões como forma de conquistar votos. Essas comissões são responsáveis por analisar propostas legislativas antes que elas sejam levadas à votação no plenário.>
A federação União Progressista deverá iniciar 2027 com 12 senadores, considerando também os parlamentares com mandato até 2031: seis do PP e seis do União Brasil. Sem o respaldo da federação, Alcolumbre ainda poderá disputar a presidência do Senado de forma independente, mas terá de buscar apoio individual de outros parlamentares.>
Nas últimas semanas, duas decisões do presidente do Senado foram interpretadas como favoráveis aos interesses do governo federal. A primeira foi colocar em pauta a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1, tema defendido por Lula e por integrantes de sua base política.>
A segunda foi retirar da pauta a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A medida evitou, naquele momento, o avanço de uma proposta que poderia abrir espaço para a redução da maioridade penal, uma pauta associada ao campo bolsonarista e que enfrenta resistência de integrantes do PT.>
Antes desses movimentos, Alcolumbre também havia mantido parados pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o relato original.>
A eleição para a presidência do Senado também está ligada à relação entre o Congresso Nacional e o STF. Conforme as informações divulgadas pela coluna, ministros do Supremo teriam sido alertados de que uma escalada de conflitos com o Legislativo, especialmente em temas como o uso de emendas parlamentares, poderia fortalecer a escolha de um nome mais alinhado à direita para comandar a Casa.>
Nesse contexto, a disputa pelo comando do Senado vai além da escolha de um presidente. O resultado poderá influenciar a relação entre os Poderes, a tramitação de propostas legislativas e a condução de temas de interesse do governo federal e da oposição a partir de 2027.>