Publicado em 23 de setembro de 2026 às 10:28
As empresas podem voltar a ser multadas a partir desta quarta-feira (23) por descumprirem as exigências da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) relacionadas à saúde mental dos trabalhadores.>
A mudança ocorre após o fim do prazo de 90 dias determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que havia suspendido temporariamente a aplicação de multas e outras sanções administrativas previstas na norma.>
Apesar da suspensão das penalidades, as empresas continuaram obrigadas a cumprir as regras desde que a atualização da NR-1 entrou em vigor, em maio deste ano. A norma exige que os empregadores identifiquem, avaliem e adotem medidas para prevenir riscos psicossociais no ambiente de trabalho.>
Entre os fatores que devem ser monitorados estão excesso de trabalho, jornadas prolongadas, pressão excessiva por resultados, prazos inadequados, assédio moral e problemas na organização das atividades que possam afetar a saúde mental dos funcionários.>
O que muda agora?>
Com o fim da suspensão, auditores-fiscais do trabalho podem voltar a aplicar multas e outras penalidades administrativas às empresas que não cumprirem as exigências da NR-1.>
O que é a NR-1?>
A NR-1 reúne as diretrizes gerais de segurança e saúde no trabalho. Após a atualização, a norma passou a incluir os riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais.>
Isso significa que as empresas precisam mapear situações que possam causar adoecimento mental, avaliar seus impactos e registrar as medidas preventivas adotadas no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).>
Quais são os direitos dos trabalhadores?>
Os trabalhadores continuam podendo denunciar situações que coloquem em risco sua saúde física ou mental, como assédio, jornadas excessivas e sobrecarga de trabalho.>
As denúncias podem ser feitas ao Ministério do Trabalho e Emprego, ao Ministério Público do Trabalho (MPT), ao sindicato da categoria ou à Justiça do Trabalho. O denunciante não é obrigado a se identificar, e o fornecimento de detalhes ajuda na apuração dos casos.>
Com informações do G1>