Flávio Bolsonaro é investigado pela Polícia Federal por repasses de R$ 61 milhões para filme

Ministro André Mendonça autoriza inquérito para apurar a participação do parlamentar na captação de recursos privados com o Banco Master para cinebiografia Jair Bolsonaro.

Publicado em 11 de setembro de 2026 às 10:45

Pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro.
Pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro. Crédito: Raul Spinassé

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a ser investigado diretamente em um inquérito na Polícia Federal autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. A apuração coloca o parlamentar no centro de suspeitas envolvendo o financiamento do filme "Dark Horse", uma produção cinematográfica que retrata a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018. A investigação busca rastrear repasses que somam R$ 61 milhões feitos pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a pedido do senador.

O pedido de investigação partiu da própria Polícia Federal e contou com o respaldo da Procuradoria-Geral da República. O foco das autoridades é entender o destino real desse montante milionário e esclarecer se parte dos recursos teria sido direcionada para custear ações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O inquérito tramita sob suspeitas de crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.

O cerco ao financiamento do filme se estreitou após o gabinete de André Mendonça homologar a delação premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como "Mineiro", cuja empresa é apontada como a receptora dos aportes milionários de Vorcaro para a obra.

Além disso, o projeto é alvo de uma segunda frente de investigação no STF relacionada ao suposto desvio de emendas parlamentares para a mesma produção. Questionado publicamente durante uma sabatina recente no Jornal Nacional, Flávio Bolsonaro defendeu sua atuação na busca por recursos privados para o longa e negou qualquer irregularidade. A defesa do parlamentar foi procurada para comentar a abertura do inquérito e o espaço segue aberto.