Publicado em 24 de setembro de 2026 às 11:31
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou dos Estados Unidos para o Brasil, em janeiro de 2025, em um jato executivo que tinha entre os cotistas uma empresa da qual o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, era sócio. A informação foi revelada pela revista 'piauí' e confirmada por outros veículos.>
A viagem aconteceu em 19 de janeiro de 2025, no trajeto entre Fort Lauderdale, na Flórida, e Brasília. Flávio estava acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, das duas filhas e do advogado Willer Tomaz, amigo do senador e também um dos cotistas da estrutura ligada à aeronave.>
O avião era um "Legacy 650", de prefixo PP-NLR, operado pela empresa "Prime You". Segundo os dados levantados pela 'piauí', Vorcaro foi sócio da "Prime You" entre 2021 e setembro de 2025. A aeronave é a mesma utilizada meses depois, em agosto de 2025, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e pela esposa dele, a advogada Viviane Barci.>
ADVOGADO INVESTIGADO NO CASO DO INSS>
Willer Tomaz, que estava no voo com Flávio e a família, também aparece nas investigações relacionadas à Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que apura descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).>
Em declaração à 'piauí', Tomaz afirmou que possuía participação na sociedade proprietária da aeronave e que a administração e organização dos voos ficavam sob responsabilidade da "Prime You". O advogado também declarou que oferecia lugares disponíveis no avião a amigos com destinos coincidentes, sem cobrança ou contrapartida.>
Tomaz disse ainda que só tomou conhecimento posteriormente de que Vorcaro também havia adquirido participação relacionada à aeronave e que, após saber da situação, rompeu o contrato e passou a discutir o assunto judicialmente.>
VIAGEM E INVESTIGAÇÕES>
A viagem ocorreu na véspera da posse de Donald Trump para seu segundo mandato nos Estados Unidos. Segundo outras informações, o deslocamento de Flávio já havia sido identificado pela Polícia Federal durante investigações relacionadas às fraudes no INSS.>
O caso ganhou nova repercussão depois que a identificação do avião utilizado pelo senador foi relacionada à aeronave que posteriormente transportou Alexandre de Moraes. Não há, nas informações divulgadas até o momento, indicação de que a viagem de Flávio, por si só, represente irregularidade.>
Flávio Bolsonaro e sua defesa não haviam se manifestado sobre a nova informação até a publicação das reportagens consultadas.>
Texto por Pedro Moraes.>