Fraude no INSS: PF indicia ex-presidente e mais 47 pessoas em desvio de R$ 708 milhões

Segundo a investigação, o esquema era realizado por meio de descontos mensais feitos nos benefícios sem autorização dos segurados, em nome de entidades associativas

Publicado em 14 de julho de 2026 às 21:33

Segundo a investigação, o esquema era realizado por meio de descontos mensais feitos nos benefícios sem autorização dos segurados, em nome de entidades associativas
Segundo a investigação, o esquema era realizado por meio de descontos mensais feitos nos benefícios sem autorização dos segurados, em nome de entidades associativas Crédito: Reprodução 

A Polícia Federal concluiu o primeiro inquérito sobre as fraudes em descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS e indiciou 48 pessoas, entre elas dois ex-presidentes do instituto, ex-diretores, empresários e o lobista conhecido como “Careca do INSS”.

Segundo a investigação, o esquema era realizado por meio de descontos mensais feitos nos benefícios sem autorização dos segurados, em nome de entidades associativas. Apenas a atuação da Conafer teria movimentado mais de R$ 708 milhões de forma irregular.

Entre os indiciados estão o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, o ex-presidente José Carlos Oliveira, além de outros ex-dirigentes do órgão. A PF aponta indícios de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O relatório foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), e caberá à Procuradoria-Geral da República decidir se apresentará denúncia contra os investigados. As apurações continuam e a estimativa é que os descontos indevidos possam ultrapassar R$ 6 bilhões.