Governo anuncia R$ 2,2 bilhões para ampliar tratamento de câncer no SUS

Pacote inclui novos medicamentos, cirurgias robóticas e ampliação da reconstrução mamária na rede pública

Publicado em 15 de maio de 2026 às 17:55

Pacote inclui novos medicamentos, cirurgias robóticas e ampliação da reconstrução mamária na rede pública
Pacote inclui novos medicamentos, cirurgias robóticas e ampliação da reconstrução mamária na rede pública Crédito: Reprodução 

Nesta sexta-feira (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde Alexandre Padilha anunciaram um pacote de R$ 2,2 bilhões para ampliar o acesso a tratamentos contra o câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o governo, este é o maior investimento já feito na área oncológica dentro da rede pública.

O anúncio prevê uma série de mudanças estruturais no atendimento, incluindo a criação de uma nova tabela de financiamento para 23 medicamentos de alto custo usados no tratamento do câncer, além da incorporação da cirurgia robótica oncológica e da ampliação da reconstrução mamária para pacientes do SUS.

De acordo com o Palácio do Planalto, a ampliação de 35% na oferta de medicamentos deve beneficiar cerca de 112 mil pacientes em todo o país. O governo afirma que muitos desses remédios já haviam sido incorporados ao sistema, mas aguardavam até 12 anos para chegar efetivamente aos pacientes.

Parte dos medicamentos será adquirida diretamente pelo Ministério da Saúde e distribuída aos estados. Outra parte será ofertada por meio de modelos de financiamento federal, como a Autorização de Procedimento Ambulatorial (Apac), além de negociações nacionais com centros de saúde habilitados.

Os remédios contemplam tratamentos para 18 tipos de câncer, incluindo mama, pulmão, leucemia, ovário e estômago. Segundo o governo, em alguns casos, o tratamento na rede privada pode chegar a R$ 630 mil, valor que deixa de ser pago pelos pacientes quando o acesso é garantido pelo SUS.

Durante o anúncio, Lula afirmou que o objetivo é reduzir desigualdades no acesso à saúde. Segundo ele, o sistema público deve garantir atendimento igualitário, independentemente da condição financeira do paciente, reforçando o papel do Estado na promoção de justiça social.

Outro ponto do pacote é a ampliação da cirurgia de reconstrução mamária, que passa a abranger todos os casos de mutilação parcial ou total, e não apenas os relacionados ao tratamento de câncer. A medida deve ampliar o acesso à reabilitação física e psicológica de pacientes e terá investimento estimado em R$ 27,4 milhões por ano.

No caso do câncer de próstata, o SUS também passará a financiar de forma permanente a cirurgia robótica. A tecnologia permite maior precisão nos procedimentos e menor risco de complicações, como perda de sangue e necessidade de transfusões. Segundo o governo, cerca de 5 mil homens poderão ser beneficiados com a nova modalidade.