Publicado em 28 de setembro de 2026 às 16:13
Uma força-tarefa do governo federal derrubou 506 sites com indícios de oferta irregular de apostas online após a edição da medida provisória que proibiu a atuação das bets no Brasil. A ação envolve o monitoramento ampliado do ambiente digital por uma parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Ministério da Fazenda (MF), com o objetivo de impedir que novos endereços virtuais continuem operando de forma clandestina.>
Relatório emitido pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado ao MJSP, revelou que propagandas de apostas continuavam em circulação em plataformas como Google, Meta e TikTok. Os anúncios ofereciam bônus para atração de novos cadastros, como promessas de "Ganhe R$ 50,00 grátis" e gratificações por indicação de amigos. O levantamento identificou 1,9 mil anúncios no Google e sete na Meta, dos quais dois começaram a veicular após a publicação da MP. O órgão apontou que algumas campanhas utilizavam nomes de páginas e domínios divergentes das marcas exibidas para ocultar os reais anunciantes e pediu providências às empresas de tecnologia.>
No Telegram, a força-tarefa identificou 43 canais e grupos ativos dedicados à divulgação de apostas e jogos de cassino, reunindo cerca de 212,6 mil membros. Nas comunidades monitoradas, foram encontradas promessas de "260% de lucro mensal", venda de "robôs" para apostas e alegações de taxas de acerto na casa de 99,8%. As informações foram repassadas às autoridades competentes para a adoção de medidas administrativas e técnicas.>
A fiscalização tenta conter a migração das atividades para redes sociais e grupos fechados. Dados da plataforma Bet Legal indicam que, após a proibição oficial do setor, cerca de 440 novos sites de apostas sem registro surgiram na internet.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>