Publicado em 18 de março de 2026 às 08:56
O Governo Federal está tomando providências para evitar uma possível greve nacional dos caminhoneiros, que ameaça paralisar as estradas do país devido à alta no preço do diesel. Na manhã desta quarta-feira (18), o ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciará novas medidas para ampliar a fiscalização e garantir o cumprimento da tabela do piso mínimo do frete para os caminhoneiros.>
Entre as ações, estão previstas penalidades para os infratores. Em entrevista, Renan Filho afirmou que as novas medidas visam transitar de um modelo com baixa efetividade para um sistema mais eficiente, garantindo o cumprimento do preço mínimo do frete e uma remuneração justa para os caminhoneiros.>
“Essa é uma defesa concreta dos caminhoneiros, assegurando uma remuneração justa pelo cumprimento da tabela, promovendo concorrência leal e mais eficiência para a logística do país”, disse o ministro.>
Na terça-feira (17), o governo também anunciou um conjunto de medidas para reforçar a fiscalização dos combustíveis em todo o Brasil. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) informou que, até o momento, 669 postos de combustíveis em 16 estados, 64 distribuidoras e ao menos uma refinaria foram fiscalizados.>
"É importante que a sociedade se envolva, que busque o Procon nos seus estados para ajudar a fechar o cerco sobre esses crimes contra a economia popular, que afetam o abastecimento e impactam o preço dos combustíveis para todos os brasileiros", afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.>
Após uma coletiva, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, foi questionado sobre as possíveis medidas do governo caso a greve se concretize. Em sua resposta, ele afirmou que "trabalhar com hipóteses não seria adequado nem prudente".>
Geraldo Alckmin minimiza risco de paralisação>
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, acredita que não há motivos para que os caminhoneiros iniciem uma greve. Em sua avaliação, as medidas adotadas pelo governo já estão mitigando o impacto do aumento do diesel.>
"Foram tomadas duas medidas importantes. Primeiro, retiramos todo o imposto federal sobre o combustível, como o PIS e Cofins, zerando esses tributos. Além disso, estamos oferecendo uma subvenção para minimizar o impacto do aumento do preço. Não podemos parar a guerra, mas podemos diminuir os efeitos", explicou o vice-presidente.>
Greve dos caminhoneiros>
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) declarou apoio à possível paralisação dos caminhoneiros. A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e o Sindicato dos Caminhoneiros de Santos (Sindicam) também demonstraram apoio à greve.>
Segundo Wallace Landim, conhecido como Chorão e presidente da Abrava, uma assembleia com representantes de diversos estados deu aval para a paralisação, o que pode gerar novos desdobramentos nas próximas horas.>