Publicado em 30 de novembro de 2025 às 10:31
O governo federal revisou para baixo a estimativa do salário mínimo que entrará em vigor em 2026. A previsão, que anteriormente era de R$ 1.631, passou a ser de R$ 1.627, segundo documentos enviados pelo Ministério do Planejamento ao Congresso Nacional para subsidiar a análise do Orçamento do próximo ano.>
A revisão foi motivada pelo comportamento da inflação, uma das variáveis que compõem a fórmula de cálculo do piso nacional. Com a desaceleração dos preços ao longo de 2024 — abaixo do que estava projetado inicialmente — o reajuste previsto para o salário mínimo também deve ser menor.>
Caso a nova estimativa seja confirmada, o piso terá um aumento de aproximadamente 7,2% em relação ao valor atual, de R$ 1.518. O número definitivo deve ser conhecido nos próximos dias, após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação das famílias de menor renda e serve de base para o cálculo do reajuste.>
Mesmo com a reestimativa, o Ministério do Planejamento não solicitou corte nas despesas obrigatórias vinculadas ao salário mínimo, como aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e abono salarial. Segundo a pasta, eventuais alterações nessas projeções dependerão do Congresso.>
Em nota, o governo destacou que a queda na estimativa tende a reduzir os gastos futuros com benefícios previdenciários e assistenciais, mas lembrou que fatores como o tamanho da base de beneficiários também influenciam as despesas.>
A fórmula de correção segue a política que combina a inflação oficial do período de 12 meses encerrado em novembro e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Entretanto, o reajuste tem um limite máximo: até 2,5% acima da inflação, conforme determina o arcabouço fiscal.>
O novo valor do salário mínimo deve ficar muito próximo da projeção apresentada, já que a inflação medida pelo INPC está praticamente consolidada para o ano.>