Grávida de Taubaté revela motivo de mentir sobre gravidez: 'participava de seita'

Maria Verônica disse ser orientada pelos participantes da seita a dizer que estava esperando quadrigêmeos, para ela, quatro demônios.

Publicado em 24 de fevereiro de 2025 às 10:43

Reprodução
Reprodução Crédito: Redes sociais 

Maria Verônica Santos, que ficou conhecida como Grávida de Taubaté, pós a polêmica há 13 anos, em que mentiu estar gestante de quadrigêmeas, falou pela primeira vez. A entrevista aconteceu no programa Domingo Legal, do SBT, exibido na tarde de domingo (23). 

A pedagoga revelou que na época, a família do marido dela, e pai das supostas crianças, participava da seita e a convidou para entrar no grupo. “Eu fui participando da seita e entendi que não era o que eu achava que fosse. Foi a minha vida durante sete anos”, disse. Maria ainda justificou seu silêncio durante esse tempo por achar que teria consequências ao falar abertamente sobre o assunto.

A participação no grupo incluia um ritual para engravidar, quando os participantes do grupo molharam o papel em que ela escreveu seu desejo em bebida, mastigaram e engoliram, sendo convencida de que conseguiria ficar grávida mesmo seu marido sendo ele vasectomizado.

A mulher conta que a barriga dela ainda chegou a crescer, o que ela explicou sendo sintomas de uma gravidez psicológica. Ela disse que era orientada pelos participantes da seita a dizer que estava esperando quadrigêmeos, para ela, quatro demônios, e colocava panos na barriga quando iria para programas de televisão.“Acreditava que a força que eles tinham me mostrado poderia fazer com que a gravidez acontecesse e que eles conseguiam reverter a vasectomia”, contou.

Maria Verônica contou ainda que seu marido não desconfiava da farsa e não foi cúmplice da mentira na mídia.

Ela narrou que foi ameaçada pelos participantes da seita, que invadiram sua casa durante a noite, arrombaram a porta do banheiro onde estava escondida. De acordo com ela, tinha medo de ser sacrificada.