Publicado em 25 de setembro de 2026 às 14:38
Depois de 15 dias de paralisação, a greve dos trabalhadores dos Correios chegou ao fim na noite de quinta-feira (24). O encerramento foi aprovado pela categoria em assembleias realizadas após o julgamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST).>
Os funcionários começaram a retornar aos postos a partir das 22h de quinta-feira. Nesta sexta (25), as atividades foram retomadas, e a empresa deve trabalhar para colocar em dia o volume de encomendas e correspondências que ficou acumulado durante a paralisação.>
No julgamento, o TST considerou a greve não abusiva e definiu um reajuste salarial de 4,09%, válido desde 1º de agosto, data-base dos trabalhadores. O tribunal também decidiu que os dias parados não serão descontados dos salários, mas deverão ser compensados pela categoria.>
Entre as questões discutidas durante as negociações também estava o plano de saúde dos funcionários, que esteve entre os pontos de maior divergência entre trabalhadores e empresa.>
Encomendas podem ter atraso>
A paralisação afetou o processamento e a distribuição de correspondências e encomendas em diferentes regiões do país. Com o retorno dos trabalhadores, os Correios deverão priorizar a liberação dos objetos que ficaram retidos durante os 15 dias de greve.>
A estatal também enfrenta outros impactos operacionais. Neste mês, os Correios informaram problemas no transporte aéreo de cargas após uma determinação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o que provocou alterações nos prazos de entrega para algumas localidades.>
Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), o fim da greve encerra duas semanas de mobilização da categoria. A entidade destacou a participação dos trabalhadores nas assembleias e nas manifestações realizadas durante o período.>
A normalização dos serviços deve ocorrer de forma gradual, à medida que as encomendas e correspondências acumuladas sejam processadas e encaminhadas aos destinatários.>