Homem mata a companheira, posta nas redes sociais e é morto pela Polícia em Minas Gerais

Criminoso publicou nos status do Whatsapp e mandou para amigos, no local do crime, a mãe da vítima foi resgatada.

Publicado em 20 de outubro de 2026 às 14:12

Polícia foi acionada após divulgação do vídeo -
Polícia foi acionada após divulgação do vídeo - Crédito: Divulgação/PMMG.

Por Rui Guilherme Filho - Belém (PA)

Um homem, identificado como João Paulo Magela Teixeira, de 28 anos, é suspeito de matar a companheira, Gersica de Souza Vieira, de 31, em sua própria casa em Funilândia, Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Após o crime, ocorrido na última segunda-feira (19), João Paulo postou um vídeo da vítima com sangramento e ferimentos na cabeça nos status do Whatsapp e mandou também para algumas pessoas. De acordo com relatos, no conteúdo, o criminoso mostrava Gersica, já sem vida, e disse “É assim que vão lembrar dela”.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar de Minas Gerais se dirigiu ao local após receber o conteúdo através de uma denúncia. Ao chegar à propriedade, que fica na Zona Rural da cidade, encontrou João Paulo saindo de casa. Conforme o registro policial, ao perceber a presença dos militares, ele apontou uma arma longa e começou a atirar contra a equipe, que revidou. Durante o confronto, dois militares tentaram se proteger, mas tiveram dificuldade. Ainda de acordo com a PMMG, João Paulo continuou atirando mesmo após a reação dos policiais, sendo atingido e caiu no chão ainda segurando a arma, morrendo em seguida.

Após o confronto, os policiais entraram na casa e encontraram o corpo de Gersica, que de acordo com a investigação, estava com os tornozelos amarrados por uma corda, que mantinha parte do corpo suspensa, além de apresentar ferimentos feitos por tiros no rosto e outras marcas pelo corpo, como orelhas e pernas, de acordo com a Perícia.

Ainda de acordo com a PM, João Paulo já era acompanhado pela Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica e tinha histórico de agressões contra Gersica. A perícia também identificou ferimentos em João Paulo, foram quatro, sendo dois na perna, um na nádega esquerda e outro próximo à boca.

Também na casa, foi encontrada a mãe de Gersica, que tinha deficiência visual e no momento do crime, estava dormindo e foi acordada pelos policiais. Ela vivia aos cuidados da filha. A assistência social foi chamada para amparar a senhora.

A arma que estaria sendo utilizada por João Paulo, no crime e no tiroteio, foi apreendida, bem como as armas dos militares e mais dois celulares encontrados na casa. A Corregedoria da PMMG foi acionada no caso para apurar a conduta dos militares no caso do tiroteio.