Homem mata amiga da filha por vingança após ser chamado de 'velho safado'

Cleomar Borges Gomes, de 53 anos, atacou Geniane Pereira com nove facadas em plena rua em Pontal (SP); testemunhas relatam que o acusado assediava a jovem e ficou furioso ao saber de outros pretendentes.

Publicado em 7 de junho de 2026 às 11:11

Em depoimento, Cleomar Borges Gomes disse que matou Geniane Pereira, em Pontal (SP), após ser chamado de 'velho safado‘.
Em depoimento, Cleomar Borges Gomes disse que matou Geniane Pereira, em Pontal (SP), após ser chamado de 'velho safado‘. Crédito: Divulgação 

O Tribunal de Justiça de São Paulo tornou réu Cleomar Borges Gomes, de 53 anos, pelo homicídio qualificado de Geniane Pereira, uma jovem de 20 anos morta a facadas no interior paulista. Em depoimento à polícia, o acusado confessou o crime, alegando ter agido por vingança após ser ofendido pela vítima, que o teria chamado de "velho safado" durante uma discussão na casa de sua irmã.

O ataque ocorreu na manhã de 24 de abril, na cidade de Pontal (SP), enquanto Geniane e a filha de Cleomar seguiam para o trabalho. A jovem foi abordada no meio da rua e esfaqueada ao menos nove vezes no tórax, abdômen e pescoço. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Cleomar, encapuzado e armado com uma faca, investiu contra a vítima.

Após o crime, o acusado fugiu de bicicleta, sendo preso cinco dias depois em Ribeirão Preto (SP). Em sua defesa, Cleomar negou ter interesse romântico na jovem e afirmou que "não tinha a intenção de matá-la", alegando que apenas "ficou lembrando" da ofensa proferida por ela dias antes.

A versão do réu, contudo, é contestada por investigações e relatos de testemunhas. Segundo o delegado Claudio Messias, Cleomar mantinha interesse em Geniane, mas nunca foi correspondido. A jovem e a amiga haviam se mudado da casa do acusado duas semanas antes do crime justamente devido ao comportamento dele.

De acordo com a polícia, a fúria de Cleomar teria sido motivada pelo fato de as jovens relatarem interesse em rapazes que conheceram na cidade. O delegado afirmou que o acusado agia como se a vítima fosse "propriedade dele" e que ele monitorava o trajeto das jovens para o trabalho. O julgamento de Cleomar por homicídio qualificado ainda não tem data marcada para ocorrer.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Danielle Zuquim.