Homem que jogou ex-mulher de penhasco seguirá preso em Minas Gerais

Justiça manteve prisão preventiva de suspeito investigado por tentativa de feminicídio e estupro após crime em parque na Grande BH

Publicado em 27 de maio de 2026 às 18:39

Justiça manteve prisão preventiva de suspeito investigado por tentativa de feminicídio e estupro após crime em parque na Grande BH
Justiça manteve prisão preventiva de suspeito investigado por tentativa de feminicídio e estupro após crime em parque na Grande BH Crédito: Reprodução

Nesta quarta-feira (27), a Justiça de Minas Gerais manteve a prisão preventiva de Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos, acusado de jogar a ex-mulher de um penhasco no Parque Estadual da Serra do Rola Moça, na região metropolitana de Belo Horizonte. O homem seguirá preso por tempo indeterminado enquanto a Polícia Civil de Minas Gerais investiga os crimes de tentativa de feminicídio e estupro.

A vítima, Ana Cláudia de Souza, de 41 anos, sobreviveu ao ataque e foi resgatada após passar cerca de 24 horas agarrada a um arbusto na área do penhasco. Apesar da gravidade do caso, ela não sofreu ferimentos graves.

Na decisão, a juíza Renata Borges afirmou que a prisão preventiva é necessária diante da gravidade da violência e do risco de novas agressões. A magistrada também concedeu medida protetiva para a vítima.

Segundo as investigações, o crime aconteceu na última segunda-feira, após Ana Cláudia ser sequestrada pelo ex-companheiro quando chegava ao trabalho. Durante audiência de custódia, Silvanildo confirmou aos policiais a versão apresentada após a prisão e admitiu ter empurrado a ex-mulher do penhasco.

De acordo com a polícia, o suspeito foi preso em Várzea da Palma enquanto tentava fugir para a Bahia. Os investigadores afirmam que ele chegou a envolver o celular em papel-alumínio para dificultar o rastreamento por GPS.

A Polícia Civil também informou que a vítima sofreu abuso sexual antes de ser jogada no local. Familiares relataram que o relacionamento, encerrado há cerca de três meses após dez anos, era marcado por conflitos e perseguições após a separação.

A filha da vítima afirmou que a família ainda está abalada emocionalmente com o caso e descreveu a sobrevivência da mãe como um recomeço. Segundo ela, o principal pedido da família era que Ana Cláudia fosse encontrada viva. O caso segue sob investigação.