Hugo Motta e Ciro Nogueira estariam em avião de empresário que transportou contrabando, diz jornal

Segundo o Estadão, parlamentares estavam a bordo e investigação agora depende de análise da PGR

Publicado em 29 de abril de 2026 às 16:59

Segundo o Estadão, parlamentares estavam a bordo e investigação agora depende de análise da PGR
Segundo o Estadão, parlamentares estavam a bordo e investigação agora depende de análise da PGR Crédito: Reprodução

Nesta terça-feira (28), a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar suspeitas de descaminho ou contrabando em um voo realizado por um empresário citado na CPI das Bets e, segundo apuração do jornal Estadão, o caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal após a identificação de parlamentares na aeronave.

De acordo com o que revelou o portal, estavam no voo o presidente da Câmara, Hugo Motta, o senador Ciro Nogueira e os deputados Luiz Antônio Teixeira Júnior e Isnaldo Bulhões. A presença de autoridades com foro privilegiado fez com que o processo fosse remetido ao STF.

Segundo o jornal, a investigação teve início após indícios de irregularidades envolvendo o transporte de bens no voo privado. A suspeita inicial envolve possíveis crimes relacionados à entrada ou saída de mercadorias sem a devida declaração.

Ainda conforme a apuração, o presidente da Câmara afirmou que seguiu todos os protocolos exigidos pela legislação aduaneira. Os demais parlamentares citados não haviam se manifestado até a publicação do conteúdo.

O caso está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que encaminhou o inquérito para análise da Procuradoria-Geral da República. Caberá ao órgão avaliar se há indícios suficientes de crime para que a investigação avance no Supremo.

A reportagem do Estadão aponta que o episódio se conecta ao ambiente de investigações mais amplas envolvendo o setor de apostas, tema que vem sendo discutido na CPI das Bets no Congresso Nacional.