Publicado em 17 de julho de 2026 às 11:45
A morte de um idoso de 67 anos nesta quinta-feira (16), acendeu o sinal de alerta máximo em Manaus após um grave vazamento de gás estireno na zona sul da cidade. O homem, que morava no centro da capital e já enfrentava problemas respiratórios crônicos, começou a passar mal logo depois que o forte odor do produto químico se espalhou a partir do Distrito Industrial I.>
Ele foi internado com severa dificuldade para respirar, mas não resistiu. Embora a Secretaria de Saúde do Amazonas ressalte que ainda investiga se há um vínculo direto entre o óbito e a inalação do gás, o caso escancara o perigo do desastre que levou outras 203 pessoas aos prontos-socorros da região.>
O cenário de emergência começou no final da tarde de quarta-feira, 15 de julho, na petroquímica Innova. Um superaquecimento em um dos tanques de armazenamento provocou a liberação de estireno, uma substância altamente inflamável e tóxica. O produto causa reações imediatas no corpo humano, como falta de ar, tosses intensas, irritação nos olhos e na garganta, além de tonturas e náuseas.>
O impacto na saúde pública sobrecarregou as unidades médicas locais: das centenas de moradores que buscaram socorro com sintomas de intoxicação, 192 receberam alta, mas 11 seguiam internados em estado de observação até a noite de quinta-feira.>
Para tentar conter os danos e proteger a população, a prefeitura isolou uma área de 300 metros ao redor da fábrica e montou um gabinete de crise com diversas secretarias municipais. O Corpo de Bombeiros enviou 35 militares para resfriar as estruturas e estancar o escape do produto.>
Mesmo com o fluxo reduzido pelas equipes de contenção, análises feitas pela Secretaria de Meio Ambiente constataram que a qualidade do ar no entorno da empresa ainda apresenta níveis de poluição muito acima do tolerável para o ser humano.>
Como punição imediata pelo ocorrido, o município aplicou uma multa de 4,5 milhões de reais contra a Innova, exigindo que a empresa apresente relatórios detalhados de segurança e planos de contingência em até 20 dias. Em nota, a petroquímica minimizou o impacto, classificando o episódio como uma "emergência química" controlada por seus próprios dispositivos de segurança.>
A versão da empresa, no entanto, será confrontada pelas autoridades; o Ministério Público do Amazonas já instaurou um procedimento oficial para apurar as causas exatas do acidente e determinar as responsabilidades pela tragédia.>