Indígenas denunciam racismo e ameaças após eleições no MS

Relatos incluem intimidação, tentativa de impedir votação e ameaças de restrição ao acesso à água e à energia

Publicado em 27 de outubro de 2026 às 22:51

Relatos incluem intimidação, tentativa de impedir votação e ameaças de restrição ao acesso à água e à energia
Relatos incluem intimidação, tentativa de impedir votação e ameaças de restrição ao acesso à água e à energia Crédito: Reprodução 

O povo indígena Terena, em Mato Grosso do Sul, denunciou ameaças, intimidações e episódios de racismo durante o segundo turno das eleições presidenciais. As denúncias foram divulgadas nesta terça-feira (27) pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), que também relatou casos de indígenas impedidos de votar em escolas nas aldeias.

Entre os registros está um áudio em que um homem defende impedir a circulação dos indígenas para a cidade, além de cortar o fornecimento de água e energia elétrica. Na gravação, ele também questiona o direito dos povos originários de votar e ter acesso a esses serviços.

A APIB repudiou os episódios e cobrou a investigação das denúncias, a responsabilização dos envolvidos e a proteção das comunidades. A entidade ressaltou que o direito ao voto é garantido a todos e que nenhum indígena deve sofrer ameaças ou discriminação por exercer seus direitos políticos.

Em nota conjunta, os Ministérios dos Povos Indígenas, dos Direitos Humanos e da Cidadania e da Igualdade Racial informaram que atuam para apurar denúncias de violência contra indígenas, quilombolas e povos de terreiro após o segundo turno. Os órgãos condenaram o uso da violência para intimidar pessoas por suas posições políticas.

Com informações da CNN Brasil