Publicado em 14 de maio de 2026 às 12:50
A publicação de um vídeo pelo influenciador digital Gabriel Silva, conhecido como “Gordão”, gerou forte repercussão negativa entre moradores do Amazonas após críticas à Zona Franca de Manaus (ZFM) e declarações consideradas preconceituosas contra trabalhadores da região Norte.>
Em imagens divulgadas nas redes sociais, o influenciador questiona o modelo econômico da Zona Franca e afirma que a produção industrial em Manaus aumentaria os custos dos produtos para consumidores de outras regiões do país. Durante a gravação, ele também utilizou o termo “índios” de forma pejorativa ao se referir à população amazonense, o que intensificou a indignação dos internautas.>
Além das declarações ofensivas, Gabriel afirmou que as indústrias instaladas no Polo Industrial de Manaus “não produzem nada” e ironizou a localização das fábricas na Amazônia, colocando em dúvida a relevância econômica da região.>
A repercussão foi imediata. Nas redes sociais, usuários reagiram defendendo a importância da Zona Franca de Manaus para a economia brasileira, destacando o papel do modelo na geração de empregos e na preservação ambiental da Amazônia. Criada há quase seis décadas, a ZFM é considerada estratégica para o desenvolvimento econômico do Norte do país e para a redução do desmatamento, ao incentivar atividades industriais sustentáveis.>
Entre as manifestações públicas, o deputado federal Capitão Alberto Neto criticou duramente o influenciador. Em publicação nas redes, o parlamentar afirmou que “a ignorância é pior que a fome” e ironizou as falas de Gabriel ao dizer que responderia após “descer da casa da árvore e alimentar as onças”.>
A ativista social Thássia Benazir Zaffer Sardi também se posicionou contra o conteúdo divulgado. Segundo ela, o influenciador demonstrou desconhecimento sobre a relevância econômica da região Norte e reforçou preconceitos históricos contra os povos amazônicos e indígenas.>
O episódio continuou repercutindo ao longo do dia, com centenas de comentários cobrando respeito à população do Amazonas e reconhecimento da importância estratégica da Zona Franca de Manaus para o país.>